IPCA-15 desacelera e fica em 0,63% em julho, diz IBGE
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Atualizada às 9h54
O IPCA-15 teve alta de 0,63% em julho, abaixo do 0,90% registrado em junho, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A desaceleração nos preços dos alimentos foi o fator principal na redução do índice. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,33% --entre janeiro e julho do ano passado, o indicador acumulava alta de 2,42%.
No acumulado dos últimos 12 meses, o índice teve alta de 6,30%, acima dos 5,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
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Neste mês, o índice referente ao grupo Alimentação e Bebidas apresentou alta de 1,75%, abaixo dos 2,30% vistos em junho. Ainda assim, o indicador foi responsável por 63% da composição do IPCA-15 deste mês.
Produtos com peso significativo tiveram desaceleração no IPCA-15 de julho. O arroz, que subira 17,09% em junho, teve alta de 2,82%. O pão francês desacelerou de 3,43% para 0,11%. Já a farinha de trigo apresentou variação de 1,06%, ante 6,95% no mês anterior.
Os preços do feijão e das carnes aceleraram em julho. O feijão carioca, que caíra 0,59% no mês passado, registrou alta de 17,07%. O feijão preto acelerou de 5,45% para 6,74%. As carnes subiram de 5,35% para 6,86%, enquanto a refeição fora de casa teve aumento de 1,89%, ante 1,55% no mês anterior.
Os produtos e serviços investigados também contribuíram para a desaceleração do IPCA-15. Apenas o grupo de transportes registrou aceleração (de 0,27% para 0,41%) em julho, entre os nove avaliados. O resultado foi influenciado pela alta da gasolina (de -0,23% para 0,79%).
O segmento de habitação desacelerou de 0,53% para 0,32%, em função principalmente das tarifas de energia elétrica, que caíram 0,35%, ainda que um reajuste de 8,63% esteja em vigor desde o dia 4 de julho, em São Paulo.
Ao todo, os produtos não-alimentícios apresentaram aumento de 0,29% em julho, depois de registrar elevação de 0,50% no mês anterior. No ano, esses produtos acumulam alta de 2,61%.
O IPCA-15 verificou os preços coletados de 14 de junho a 14 de julho, que foram comparados aos vigentes entre 16 de maio e 13 de junho. O indicador investiga famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Curitiba, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre, além de Brasília e do município de Goiânia.
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Vejo isso como altos investimentos em publicidade a favor do PT. Exemplo, usar o possível sucesso da Petrobrás, alta do mercado internacional, estabilidade economica e todas as conquistas feitas antes de 2000 à favor de Lula.
A oposição deverá ter um belo plano eleitoral para 2010, se não irão se afundar ainda mais.
Um belo exemplo foi o Alkmim usar o mensalão para denegrir Lukla e o PT, mas ocorreu o inverso, por incrível que pareça.
Esquerdismo populista cego tomou conta do Brasil.
[]s
Eduardo.
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