Rendimento do trabalhador ainda cresce, mas perde força, diz IBGE
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O rendimento médio real do trabalhador teve o menor ritmo de crescimento desde 2005, na média do primeiro semestre. Embora tenha o valor de R$ 1.220,04 tenha sido recorde para o período de janeiro a junho, o incremento de 2,3% frente ao seis meses iniciais de 2007 revela desaceleração no ganho do trabalhador brasileiro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De janeiro a junho do ano passado, o rendimento do trabalhador tinha crescido 4,4% em relação ao primeiro semestre de 2006. Um ano antes, esse aumento ficara em 4,2%.
O ganho de rendimento do trabalhador neste ano superou o do primeiro semestre de 2005, que tinha variado apenas 0,3%. O resultado, segundo o responsável pela Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo, se deve ao aumento da inflação e à maior terceirização no setor privado.
O rendimento médio dos trabalhadores com carteira assinada ficou em R$ 1.166,17 no primeiro semestre, abaixo dos R$ 1.167,76 verificados de janeiro a junho de 2007. No primeiro semestre de 2006, o rendimento médio dos trabalhadores com carteira não havia passado dos R$ 1.144,98.
"A diferença expressiva entre 2006 e 2007 não se repetiu neste semestre. A inflação é um dos componentes, mas não fez esse estrago sozinha. A terceirização tem grande influência e tem presença significativa em setores com menor rendimento, como de segurança e de limpeza", explicou.
Entre os trabalhadores sem carteira, o rendimento médio passou de R$ 790,08, constatados de janeiro a junho do ano passado, para R$ 804,89 registrados nos seis meses iniciais deste ano.
Os trabalhadores com renda própria tiveram renda média de R$ 1.027,60, acima dos R$ 991,21 observados no primeiro semestre de 2007.
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