Aumento da Selic tem impacto de R$ 3,49 bilhões na dívida do governo federal
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O aumento de 0,75 ponto percentual anunciado ontem pelo Banco Central na taxa básica de juros terá um impacto de R$ 3,49 bilhões na dívida do governo federal nos próximos 12 meses.
Esse valor considera o pagamento adicional de juros que será feito pelo governo nesse período. Ganham os investidores que compraram títulos indexados à Selic (LFTs) ou investiram em fundos que possuem esses papéis em sua carteira.
Entenda como a taxa básica de juros influencia a economia
De acordo com dados divulgados hoje pelo Tesouro Nacional, no final de junho, a parcela dos títulos remunerados pela taxa Selic somava R$ 465,52 bilhões. Isso representa quase 40% da dívida pública do governo federal em títulos, que cresceu e chegou a R$ 1,247 trilhão em junho
Considerando o setor público como um todo, e não apenas o governo federal, a dívida indexada à Selic somava R$ 645,4 bilhões no final de maio (os dados de junho serão divulgados pelo Banco Central apenas na próxima semana).
Nesse caso, o impacto do aumento dos juros anunciado ontem, para um período de 12 meses, é de R$ 4,841 bilhões.
Ontem, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC anunciou, por unanimidade, um aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros. Em ponto percentual (pp), trata-se da maior alta promovida desde fevereiro de 2003 --à época, a taxa passou de 25,5% para 26,5%. Desde então, as elevações, quando ocorreram, foram de 0,25 pp ou 0,50 pp.
A decisão surpreendeu a maioria dos analistas do mercado financeiro, que esperavam um aumento menor. Parte dos economistas, no entanto, já previa que o BC poderia acelerar o ritmo de alta dos juros para evitar uma disparada da inflação.
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Como diria a Copélia: "Prefiro não comentar!"
Eles não querem que o Brasil desenvolva, ou cresça. Eles querem conter o desenvolvimento, por isso que eles ficam lambendo o FMI, essas ONGs malditas, e as "queridas" dicas dos grandões. A Índia, a China, e a Rússia, não seguem eles e dá no que dá, estão crescendo muito mais que a gente... sendo a India e a China com inflação um pouco acima da nossa, sem aumento de juros.
Mais décadas virão e a América Latina continuara sendo o "continente do futuro", enquanto a Ásia que era muito mais pobre que nós, caminha para o desenvolvimento.
Não da mais, eu tenho que ir pra Austrália. Sinceramente.
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