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Dinheiro
24/07/2008 - 16h27

Aumento da Selic tem impacto de R$ 3,49 bilhões na dívida do governo federal

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O aumento de 0,75 ponto percentual anunciado ontem pelo Banco Central na taxa básica de juros terá um impacto de R$ 3,49 bilhões na dívida do governo federal nos próximos 12 meses.

Esse valor considera o pagamento adicional de juros que será feito pelo governo nesse período. Ganham os investidores que compraram títulos indexados à Selic (LFTs) ou investiram em fundos que possuem esses papéis em sua carteira.

Entenda como a taxa básica de juros influencia a economia

De acordo com dados divulgados hoje pelo Tesouro Nacional, no final de junho, a parcela dos títulos remunerados pela taxa Selic somava R$ 465,52 bilhões. Isso representa quase 40% da dívida pública do governo federal em títulos, que cresceu e chegou a R$ 1,247 trilhão em junho

Considerando o setor público como um todo, e não apenas o governo federal, a dívida indexada à Selic somava R$ 645,4 bilhões no final de maio (os dados de junho serão divulgados pelo Banco Central apenas na próxima semana).

Nesse caso, o impacto do aumento dos juros anunciado ontem, para um período de 12 meses, é de R$ 4,841 bilhões.

Ontem, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC anunciou, por unanimidade, um aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros. Em ponto percentual (pp), trata-se da maior alta promovida desde fevereiro de 2003 --à época, a taxa passou de 25,5% para 26,5%. Desde então, as elevações, quando ocorreram, foram de 0,25 pp ou 0,50 pp.

A decisão surpreendeu a maioria dos analistas do mercado financeiro, que esperavam um aumento menor. Parte dos economistas, no entanto, já previa que o BC poderia acelerar o ritmo de alta dos juros para evitar uma disparada da inflação.

Comentários dos leitores
Maurício Do Carmo Ferreira (2) 23/08/2008 20h23
Maurício Do Carmo Ferreira (2) 23/08/2008 20h23
Sugiro à Folha adotar um comportamento neutro nas chamadas de reportagens. Cansei de ver torcida, opiniões, pensamentos e interesses particulares tendo chamadas conclusivas ou sugestivas de decisão ou fato consumado. Não vejo neutralidade no uso constante dos temos "inflação ACELERA" e "inflação desACELERA", nesse caso o sentido é reforçado; também não vejo neutralidade em exprimir opinião, mesmo de dois economistas, depois de um fato, como se houvesse lógica ou ligação intrínseca e direta entre os dois. Em "Inflação começa a cair, MAS BC DEVERÁ CONTINUAR A ELEVANDO OS JUROS" há um fato e logo a seguir uma opinião, que da forma como foi colocado parece um consenso, coisa que certamente não há. Cirilo Júnior nessa matéria ouve dois economistas e dispara que "especialistas apontam..." generalizando, sem a busca do contraditório. É necessário ter e deixar bem claro o que é informação e o que é opinião. 2 opiniões
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Bernardo Fonseca Mendes (25) 23/08/2008 10h20
Bernardo Fonseca Mendes (25) 23/08/2008 10h20
Você quer saber? Cansei.
Como diria a Copélia: "Prefiro não comentar!"
Eles não querem que o Brasil desenvolva, ou cresça. Eles querem conter o desenvolvimento, por isso que eles ficam lambendo o FMI, essas ONGs malditas, e as "queridas" dicas dos grandões. A Índia, a China, e a Rússia, não seguem eles e dá no que dá, estão crescendo muito mais que a gente... sendo a India e a China com inflação um pouco acima da nossa, sem aumento de juros.
Mais décadas virão e a América Latina continuara sendo o "continente do futuro", enquanto a Ásia que era muito mais pobre que nós, caminha para o desenvolvimento.
Não da mais, eu tenho que ir pra Austrália. Sinceramente.
13 opiniões
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Eu acho um absurso esse aumento dos juros,pois o consumidor sempre é quem sai penalizado.Os bancos a cada dia lucram mais e massacram bastante a população,pois nos dias de hoje sempre estamos a precisar desses agentes financeiros que cobram taxa extorsivas,deixando o correntista cada vez mais atônito.O Banco Central puxa a taxa selic pra cima e certamente os empresários vão fazer o acompanhamento no aumento dos preços das mercadorias.Veja se o que estou dizendo não faz sentido.Vamos pagar pra esses usurpadores cada vez mais se locupletarem do nosso patrimônio.Com tanto aumento nas taxas bancárias e nos juros pra empréstimo,acredito que os velhos tempo irão voltar, embora de forma bastante lenta.O nosso dinheiro ser guardado no fundo do baú.Ninguém aguenta mais tanto imposto.Gostaria que o Presidente da República olhasse melhor para o povo brasileiro,embora tenha melhorado algo,mas falta melhorar bastante.O salário do brasileiro ainda é pouco pra bancar o enriquecimento desses"aproveitadores financeiros".Chega de tanta mentira e falsidade.Está na hora de ser dado um basta em tudo isso.Avante povo brasileiro! sem opinião
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