Economista americano diz que elevar taxas de juros neste momento faz sentido
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Apesar de destacar que não conhece de forma profunda a questão econômica brasileira, o economista americano Paul Krugman disse nesta quinta-feira que a decisão do BC (Banco Central) em elevar a taxa Selic de juros em 0,75 p.p. (ponto percentual) faz sentido, por se tratar de um mercado com inflação de alimentos e demanda excessiva.
"Não vou dizer, não fiz trabalho de casa suficiente para dizer que o Banco Central fez na medida certa ou na hora certa, mas a direção está de acordo com o que se espera em uma situação como esta", afirmou, depois de fazer palestra no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Krugman, que é professor da universidade de Princeton, considerou que o Brasil é um mercado emergente atípico, e ressaltou que nossa economia não se parece com a dos outros Brics --Rússia, Índia e China. Ele lembrou que o país é um exportador de commodity que não adotou o padrão atrelado ao dólar.
Em relação à recessão da economia americana, Krugman avaliou que não há ferramentas monetárias eficazes para se combater o problema. Acrescentou que a inflação americana tem um perfil um pouco diferente da que é verificada em países emergentes, pressionados por aumento da demanda. Nos Estados Unidos, ressaltou, a alta de preços é motivada por energia e alimentos.
"Uma parte do quadro do Fed (Banco Central americano) afirma que a inflação será um problema e por isso a taxa de juros americana pode até subir", observou.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, manifestou confiança de que a inflação será mantida sob controle. Segundo ele, isso vai permitir a manutenção da "confiança no cálculo econômico de longo prazo". Coutinho ressaltou que a maior demanda coloca o Brasil numa fronteira de crescimento robusta, com relação de retorno sobre risco muito favorável, devido à demanda.
Para Coutinho, a grande questão da economia brasileira é resolver o problema de financiabilidade de longo prazo dos investimentos.
"Depender excessivamente da poupança externa não é sensato e, portanto, o desafio de aumentar as fontes de poupança doméstica, particularmente as fontes institucionais de poupança doméstica, representam um desafio ao nosso alcance", afirmou.
O Brasil está preparado para um ciclo mais longo de crescimento, mesmo que haja desaquecimento da economia global. Ele admitiu que as taxas de crescimento poderão cair um pouco, mas destacou que se trataria de um "ajuste na trajetória".
"Tenho absoluta confiança de que nós sustentaremos uma trajetória ascendente de investimentos da economia brasileira", comentou.
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Como diria a Copélia: "Prefiro não comentar!"
Eles não querem que o Brasil desenvolva, ou cresça. Eles querem conter o desenvolvimento, por isso que eles ficam lambendo o FMI, essas ONGs malditas, e as "queridas" dicas dos grandões. A Índia, a China, e a Rússia, não seguem eles e dá no que dá, estão crescendo muito mais que a gente... sendo a India e a China com inflação um pouco acima da nossa, sem aumento de juros.
Mais décadas virão e a América Latina continuara sendo o "continente do futuro", enquanto a Ásia que era muito mais pobre que nós, caminha para o desenvolvimento.
Não da mais, eu tenho que ir pra Austrália. Sinceramente.
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