Brasil não se entusiasmou com proposta européia para o álcool, diz UE
da France Presse
A União Européia (UE) propôs ampliar o acesso ao mercado do álcool brasileiro, embora isso não tenha gerado grande entusiasmo do chanceler Celso Amorim, disse o comissário europeu para o Comércio, Peter Mandelson, em seu blog sobre as negociações da OMC em Genebra.
"Em uma reunião com o ministro brasileiro [das Relações Exteriores] Celso Amorim, Mariann (Fischer Böel, comissária européia da Agricultura) e eu deixamos claro que estávamos dispostos a explorar um possível acordo que daria um novo acesso significativo às exportações de álcool do Brasil", disse Mandelson. "Surpreendentemente, dada a importância do tema para Brasília, Amorim pareceu minimizar o valor da proposta."
Essa proposta exigiria em contrapartida "uma maior flexibilidade do Brasil a nossas exportações", acrescenta Mandelson.
O Brasil demonstrou seu desejo de incluir os biocombustíveis nas negociações da OMC para ter acesso mais fácil aos mercados americano e europeu.
Entre os principais produtores mundiais de álcool, um álcool combustível extraído da cana-de-açúcar, o Brasil gostaria de desenvolver suas exportações, mas se vê limitado pelas tarifas aduaneiras impostas por Washington e Bruxelas.
Durante a reunião ministerial da OMC que acontece nesta semana em Genebra, Amorim abordou o assunto numa conversa com a representante americana do Comércio, Susan Schwab. O Brasil gostaria que o álcool fosse colocado na lista dos bens ambientais nas negociações, e não mais como um simples produto agrícola, e se beneficie assim de um livre acesso ao mercado.
O Brasil produz 31% de álcool de cana, enquanto a União Européia está na origem de 60% da produção mundial de biodiesel, tirado de óleos vegetais.
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