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Dinheiro
25/07/2008 - 09h36

Juro alto do BC garante lucro de investidor na crise

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da Folha de S.Paulo

A intensificação do aumento de juros promovido pelo Banco Central e o recrudescimento dos temores em relação à crise financeira americana podem levar a um rearranjo das carteiras dos investidores no Brasil.

Perde quem apostava na Bolsa e aumenta a possibilidade de ganho para os investimentos atrelados às taxas de juros, como fundos DI e CDBs.

Os títulos do governo brasileiro, que neste ano ganharam chancela internacional de segurança com o grau de investimento concedido pelas agências de avaliação de risco estrangeiras, estarão pagando no final do ano algo perto de 15% ao ano -antes da decisão do BC, a previsão era de 14,25%.

É um investimento seguro num momento em que os mercados oscilam bruscamente ao sabor das notícias do dia. Já a Bovespa, campeã de rendimento nos últimos anos, amarga em 2008 perda de 10,1%.

Virginia Queiroz, da corretora Liquidez, disse que o dia ontem foi bastante movimentado, com os clientes pedindo a venda de posições na Bolsa para comprar contratos de DI (que acompanham o movimento dos juros) na BM&F.

O volume de negócios com DI cresceu 30% ontem, um dia depois do aumento de 0,75 ponto na taxa básica de juros do BC, que foi para 13% anuais.

"Foi um dia muito complicado, de volatilidade e de saída da Bolsa, que fica menos atraente [para o investidor]. Teve uma queda forte na Bolsa de Nova York, que seguiu indicadores ruins de seguro-desemprego. O cenário externo é ruim, e tivemos uma corrida para a venda na Bolsa. O volume financeiro do DI subiu muito, e a BM&F movimentou mais de 2 milhões de contratos", disse ela.

A Bovespa fechou ontem o dia com perda de 3,3%, enquanto o dólar comercial recuou 0,28%, para R$ 1,5795. Já a BM&F negociou ontem 2,2 milhões de contratos de juros futuros, movimentando R$ 201 bilhões. Anteontem, por exemplo, o volume negociado ficou em 1,7 milhão de contratos de DI, que giraram R$ 159 bilhões.

Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Gradual Corretora, avalia que, "com a redução do risco soberano e os juros monumentais do país", fica cada vez mais atrativo para os estrangeiros adquirir títulos do governo brasileiro.

"É difícil afirmar que o mesmo investidor estrangeiro está vendendo ações brasileiras para comprar título público. Mas notamos uma venda expressiva de ações na Bolsa e o câmbio permanece tranqüilo. Essa reação do câmbio demonstra que tem havido ao menos um equilíbrio [de saída e entrada]", diz.

Neste mês, até o dia 21, o saldo dos estrangeiros na Bovespa ficou negativo em R$ 5,7 bilhões. Em junho, outros R$ 7,4 bilhões já haviam saído da Bolsa paulista -o pior resultado mensal da história.

Comentários dos leitores
Maurício Do Carmo Ferreira (2) 23/08/2008 20h23
Maurício Do Carmo Ferreira (2) 23/08/2008 20h23
Sugiro à Folha adotar um comportamento neutro nas chamadas de reportagens. Cansei de ver torcida, opiniões, pensamentos e interesses particulares tendo chamadas conclusivas ou sugestivas de decisão ou fato consumado. Não vejo neutralidade no uso constante dos temos "inflação ACELERA" e "inflação desACELERA", nesse caso o sentido é reforçado; também não vejo neutralidade em exprimir opinião, mesmo de dois economistas, depois de um fato, como se houvesse lógica ou ligação intrínseca e direta entre os dois. Em "Inflação começa a cair, MAS BC DEVERÁ CONTINUAR A ELEVANDO OS JUROS" há um fato e logo a seguir uma opinião, que da forma como foi colocado parece um consenso, coisa que certamente não há. Cirilo Júnior nessa matéria ouve dois economistas e dispara que "especialistas apontam..." generalizando, sem a busca do contraditório. É necessário ter e deixar bem claro o que é informação e o que é opinião. 2 opiniões
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Bernardo Fonseca Mendes (25) 23/08/2008 10h20
Bernardo Fonseca Mendes (25) 23/08/2008 10h20
Você quer saber? Cansei.
Como diria a Copélia: "Prefiro não comentar!"
Eles não querem que o Brasil desenvolva, ou cresça. Eles querem conter o desenvolvimento, por isso que eles ficam lambendo o FMI, essas ONGs malditas, e as "queridas" dicas dos grandões. A Índia, a China, e a Rússia, não seguem eles e dá no que dá, estão crescendo muito mais que a gente... sendo a India e a China com inflação um pouco acima da nossa, sem aumento de juros.
Mais décadas virão e a América Latina continuara sendo o "continente do futuro", enquanto a Ásia que era muito mais pobre que nós, caminha para o desenvolvimento.
Não da mais, eu tenho que ir pra Austrália. Sinceramente.
13 opiniões
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Eu acho um absurso esse aumento dos juros,pois o consumidor sempre é quem sai penalizado.Os bancos a cada dia lucram mais e massacram bastante a população,pois nos dias de hoje sempre estamos a precisar desses agentes financeiros que cobram taxa extorsivas,deixando o correntista cada vez mais atônito.O Banco Central puxa a taxa selic pra cima e certamente os empresários vão fazer o acompanhamento no aumento dos preços das mercadorias.Veja se o que estou dizendo não faz sentido.Vamos pagar pra esses usurpadores cada vez mais se locupletarem do nosso patrimônio.Com tanto aumento nas taxas bancárias e nos juros pra empréstimo,acredito que os velhos tempo irão voltar, embora de forma bastante lenta.O nosso dinheiro ser guardado no fundo do baú.Ninguém aguenta mais tanto imposto.Gostaria que o Presidente da República olhasse melhor para o povo brasileiro,embora tenha melhorado algo,mas falta melhorar bastante.O salário do brasileiro ainda é pouco pra bancar o enriquecimento desses"aproveitadores financeiros".Chega de tanta mentira e falsidade.Está na hora de ser dado um basta em tudo isso.Avante povo brasileiro! sem opinião
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