China se nega a reduzir tarifas sobre agrícolas e causa irritação em Genebra
da France Presse, em Genebra
Os negociadores chineses que participam da Rodada Doha em Genebra indicaram que a capital Pequim se nega a reduzir suas tarifas do arroz, algodão e açúcar, ao contrário do que deram a entender nos primeiros dias da conferência ministerial iniciada na última segunda-feira (21).
Com isso, o país nega a abertura de mercado para três importantes produtos agrícolas e provoca irritação entre os países em desenvolvimento que participaram das discussões da OMC (Organização Mundial de Comércio).
O anúncio provocou protestos por parte de outros países emergentes, com economias que dependem de um único produto de exportação. Caso da Tailândia, com o arroz, e alguns países africanos, com o algodão.
A posição chinesa também contradiz os interesses do Brasil, exportador de açúcar de cana, e da Índia, de algodão.
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, apresentou na sexta propostas que, pela primeira vez, permitem vislumbrar uma saída para as difíceis negociações entre os exportadores agrícolas do hemisfério sul e os exportadores industriais do norte na Rodada Doha, lançada em 2001 no Qatar.
O projeto prevê que os países em desenvolvimento reduzam até 36% as tarifas alfandegárias de suas importações agrícolas.
Segundo um diplomata presente nas reuniões, a China também anunciou que não participará de negociações setoriais sobre produtos industriais, o que gerou críticas por parte de países como Tailândia, Taiwan, Paraguai e Uruguai.
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Alias o molusco afina sempre.
Só é machão para ferrar os brasileiros.
Palhaço idiota.
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