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Dinheiro
27/07/2008 - 20h40

OMC apresentará novo texto de negociação para tentar salvar Doha

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da Efe, em Genebra

O diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, apresentará amanhã um novo texto de convergência que reúna as posições dos membros que negociam a Rodada Doha por causa da insatisfação que expressaram alguns países da entidade diante de sua proposta anterior.

O porta-voz da OMC, Keith Rockwell, confirmou que Lamy vai se reunir durante a noite com os presidentes dos grupos negociadores para tentar conseguir um texto de consenso.

Entenda o que é a Rodada Doha

Os 30 ministros de países que pertencem à OMC estão reunidos em Genebra há uma semana tentando desbloquear a Rodada Doha, destinada a conseguir uma maior liberalização do comércio mundial.

Na última sexta Lamy apresentou um texto que buscava o consenso e que foi rejeitado por países como Argentina, Índia, nações em desenvolvimento reunidos no G-33 e alguns Estados da UE (União Européia).

Os ministros analisaram o projeto este fim de semana e após a reunião de hoje Lamy decidiu redigir outro texto com a ajuda dos presidentes dos grupos negociadores, que conhecem de perto as posições e os interesses de todos os membros.

A representante de comércio dos EUA, Susan Schwab, afirmou que seu país se mantém comprometido com o processo, mas expressou seu descontentamento pelo que ela considera um entorpecimento das negociações.

"Tínhamos um acordo na sexta-feira com um resultado bem-sucedido, não era perfeito, mas tinha um equilíbrio relativo, respaldado pela maioria dos participantes. Infelizmente alguns poucos mercados emergentes decidiram que o queriam reequilibrar a favor de outros assuntos", disse.

Ela acrescentou que se rompeu "o único pacto de êxito que tínhamos até agora."

Por sua vez, o ministro indiano disse que o encontro de hoje "foi construtivo", mas especificou que ainda existem temas não resolvidos, embora tenha afirmado que está "otimista".

Comentários dos leitores
JT Hiroyuki (9) 20/08/2008 08h46
JT Hiroyuki (9) 20/08/2008 08h46
Infelizmente nosso Ministro de Relações Exteriores deixa a desejar quando o assunto é defender nosso país. 31 opiniões
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Danny Yazbek (180) 19/08/2008 22h02
Danny Yazbek (180) 19/08/2008 22h02
Neste mes, ocorrida a posse do novo Presidente do Paraguai, eleito com discurso populista Anti-Brasil, especificamente voltado ao aumento de tarifas de energia produzida pela Usina Itaipu, será mais uma pedra no sapato do Ministério das Relações Exteriores, e a julgar pelo mau desempenho do Ministro na Rodada Doha, certamente irá abaixar a cabeça mais uma vez, assim como fez com a Bolívia, a Venezuela e etc...
Celso Amorin tá mau hein? Pede pra sair!
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Bernardo Fonseca Mendes (25) 31/07/2008 13h32
Bernardo Fonseca Mendes (25) 31/07/2008 13h32
Lamentável a posição do Brasil nas negociações. O "gigante" da América Latina cede facilmente aos interesses dos EUA e da U.E.
Nisso pelo menos a Argentina, mesmo com mil problemas, está mil anos na nossa frente.
Comparem a história da política externa brasileira com a da Argentina. Eles sempre foram mais resistentes, enquanto nós, ou melhor, nossas elites, sempre mais vendidas.
Vocês já leram "Germinal", de Émile Zola, escrito na efervescência econômica e social francesa?Pois bem, o patrão tentava negociar com os trabalhadores seus salários. Sempre na posição do mais forte, tentava justificar que "sua posição" era benéfica para o mundo dos negócios. Era melhor os trabalhadores aceitarem as propostas ao perder o emprego.
No meio dos trabalhadores havia um líder, esperto e forte. O patrão, assim q percebeu q o líder era uma ameaça passou a cooptá-lo. O líder virou capataz em troca de merrecas e tentava convencer os colegas era melhor ceder do que lutar.
O Brasil faz a mesma coisa. Engana os países vizinhos, pois sabe que ele, por ser o mais forte da região, será o menos prejudicado. Da mesma forma, se vende com facilidade aos interesses dos EUA, na tentativa de ganhar algo com isso. [2]
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