OMC apresentará novo texto de negociação para tentar salvar Doha
da Efe, em Genebra
O diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, apresentará amanhã um novo texto de convergência que reúna as posições dos membros que negociam a Rodada Doha por causa da insatisfação que expressaram alguns países da entidade diante de sua proposta anterior.
O porta-voz da OMC, Keith Rockwell, confirmou que Lamy vai se reunir durante a noite com os presidentes dos grupos negociadores para tentar conseguir um texto de consenso.
Os 30 ministros de países que pertencem à OMC estão reunidos em Genebra há uma semana tentando desbloquear a Rodada Doha, destinada a conseguir uma maior liberalização do comércio mundial.
Na última sexta Lamy apresentou um texto que buscava o consenso e que foi rejeitado por países como Argentina, Índia, nações em desenvolvimento reunidos no G-33 e alguns Estados da UE (União Européia).
Os ministros analisaram o projeto este fim de semana e após a reunião de hoje Lamy decidiu redigir outro texto com a ajuda dos presidentes dos grupos negociadores, que conhecem de perto as posições e os interesses de todos os membros.
A representante de comércio dos EUA, Susan Schwab, afirmou que seu país se mantém comprometido com o processo, mas expressou seu descontentamento pelo que ela considera um entorpecimento das negociações.
"Tínhamos um acordo na sexta-feira com um resultado bem-sucedido, não era perfeito, mas tinha um equilíbrio relativo, respaldado pela maioria dos participantes. Infelizmente alguns poucos mercados emergentes decidiram que o queriam reequilibrar a favor de outros assuntos", disse.
Ela acrescentou que se rompeu "o único pacto de êxito que tínhamos até agora."
Por sua vez, o ministro indiano disse que o encontro de hoje "foi construtivo", mas especificou que ainda existem temas não resolvidos, embora tenha afirmado que está "otimista".
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Celso Amorin tá mau hein? Pede pra sair!
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Nisso pelo menos a Argentina, mesmo com mil problemas, está mil anos na nossa frente.
Comparem a história da política externa brasileira com a da Argentina. Eles sempre foram mais resistentes, enquanto nós, ou melhor, nossas elites, sempre mais vendidas.
Vocês já leram "Germinal", de Émile Zola, escrito na efervescência econômica e social francesa?Pois bem, o patrão tentava negociar com os trabalhadores seus salários. Sempre na posição do mais forte, tentava justificar que "sua posição" era benéfica para o mundo dos negócios. Era melhor os trabalhadores aceitarem as propostas ao perder o emprego.
No meio dos trabalhadores havia um líder, esperto e forte. O patrão, assim q percebeu q o líder era uma ameaça passou a cooptá-lo. O líder virou capataz em troca de merrecas e tentava convencer os colegas era melhor ceder do que lutar.
O Brasil faz a mesma coisa. Engana os países vizinhos, pois sabe que ele, por ser o mais forte da região, será o menos prejudicado. Da mesma forma, se vende com facilidade aos interesses dos EUA, na tentativa de ganhar algo com isso. [2]
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