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Dinheiro
28/07/2008 - 08h47

Com juros mais altos, economia vai crescer menos em 2009, diz pesquisa do BC

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

A decisão do Banco Central de promover um aumento maior dos juros na semana passada afetou a previsão dos economistas e analistas do mercado financeiro para 2009, segundo a pesquisa semanal do Banco Central conhecida como relatório Focus.

Na última quarta-feira (23), o BC aumentou os juros de 12,25% para 13% ao ano. Foi o maior aumento desde o início do governo Lula, numa tentativa de trazer a inflação de volta para o centro da meta no próximo ano.

Os economistas reduziram as expectativas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no próximo ano de 4% para 3,9%. Para 2008, foi mantida a previsão de 4,8%.

Foi mantida a previsão de que a taxa básica de juros termine 2008 em 14,25% ao ano, feita na semana passada. Isso significa que o aumento maior dos juros agora significará uma alta menor nos próximos meses.

Para o final de 2009, a estimativa para a taxa Selic subiu de 13,75% ao ano para 14% ao ano, prevendo aumento maior dos juros no próximo ano.

Inflação

Em relação à inflação, as previsões para 2008 subiram. Para 2009, houve queda em alguns indicadores.

A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano, que serve como meta de inflação, subiu pela 18ª semana seguida.

O IPCA deve fechar o ano a 6,58%, acima dos 6,53% esperados até a semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima do teto da meta de inflação para esse ano, que é de 6,50% (meta de 4,5% com dois pontos percentuais de tolerância para cima e para baixo).

A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu de 12,03% para 12,18%; e o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão aumentada de 11,96% para 12,04%. A expectativa para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) passou de 6,51% para 6,69%.

Para 2009, a previsão para o IPCA ficou em 5%, acima do centro da meta, mas ainda dentro da margem de tolerância. Para o IGP-M, se manteve em 5,5%.

Houve mudança em relação ao IGP-DI, de 5,39% para 5,37%, e do IPC-Fipe, de 4,7% para 4,55%.

 

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