OMC diz que negociações sobre Doha estão em momento "muito tenso"
da Efe, em Genebra
As negociações entre as sete potências comerciais para tentar salvar a Rodada de Doha estão em um momento "muito tenso", reconheceu hoje o porta-voz da OMC (Organização Mundial do Comércio), Keith Rockwell.
Austrália, Brasil, China, Estados Unidos, Índia, Japão e União Européia (UE) mantêm reuniões há doze horas, mas as desavenças, longe de se resolverem, se intensificam, conforme revelaram distintas fontes que participam da negociação.
A agricultura, um capítulo que há apenas dois dias parecia fechado, voltou a aparecer como o principal obstáculo para alcançar um acordo na Rodada de Doha, destinada a aprofundar a liberalização do comércio internacional.
O porta-voz da OMC afirmou, em declarações à imprensa, que é 'muito incerto' o resultado da negociação, que 30 países mantêm há nove dias em Genebra.
Questionado sobre as possibilidades de que o acordo seja levado em frente, brincou, dizendo: 'Sempre há esperança'.
As sete potências citadas, os principais atores destas conversas, voltarão a se reunir.
As divergências são bastante grandes entre Estados Unidos, por um lado, e China e Índia, pelo outro.
Entre os pontos que há mais desencontro figura o setor do algodão, tanto pelos subsídios que os EUA concedem a seus produtores quanto pela rejeição da China e Índia a reduzir as tarifas que protegem essa plantação.
Outro assunto importante no qual há divergências é o mecanismo de salvaguarda, criado para evitar as importações em massa de produtos agrícolas.
O embaixador da China perante a OMC, Sun Zhenyu, declarou que o país quer seguir negociando ainda e que os EUA 'não mudaram sua posição'.
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