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Dinheiro
29/07/2008 - 10h57

Juros bancários atingem maior patamar desde abril de 2007, diz BC

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Os juros cobrados pelos bancos subiram nas principais modalidades de crédito para pessoa física no mês de junho. Segundo a pesquisa mensal de juros do Banco Central divulgada nesta terça-feira, houve alta nas taxas do cheque especial, empréstimo pessoal e aquisições de veículos.

Na média, os juros passaram de 47,4% para 49,1% ao ano, a maior taxa desde abril de 2007. No final do ano passado, a taxa ao consumidor chegou a cair para 33,8% ao ano, mas voltou a subir em 2008, atingindo o pico no mês de junho.

No cheque especial, a taxa passou de 157,1% para 159,1% ao ano entre maio e junho. A maior taxa registrada até hoje no cheque especial foi verificada em julho de 1994 (294% ao ano).

No empréstimo pessoal, a taxa subiu de 48,4% para 51,4% ao ano. Na aquisição de veículos, passou de 30,6% para 31,1% ao ano.

Parte desse movimento se deve ao aumento da taxa básica de juros, que começou o ano em 11,25% e chegou a 13% ao ano na semana passada. Outra parte se deve ao spread bancário (a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes).

Do aumento de 1,7 ponto percentual nos juros para pessoa física no mês, 1,2 ponto percentual se refere ao spread e 0,5 ponto ao aumento dos juros.

A alta dos juros também foi influenciada pelas novas regras do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) instituídas neste ano para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Em relação à inadimplência (superior a 90 dias) para pessoa física, a taxa caiu 0,4 ponto percentual, para 7%.

Empresas

Os juros das empresas apresentaram queda no mês de junho, de 26,9% ao ano para 26,6%. A taxa geral (pessoa física + jurídica) passou de 37,6% para 38% ao ano.

Houve redução também do spread bancário para pessoa jurídica, de 0,6 ponto percentual, para 13,9 pontos. O spread geral (considerando também o crédito pessoa física) ficou estável em 24,5 pontos percentuais.

A inadimplência ficou praticamente estável, a 1,7%.

Comentários dos leitores
anonimus palhaço (2) 26/05/2009 09h42
anonimus palhaço (2) 26/05/2009 09h42
Técnicamente não houve aumento da oferta de crédito mas sim aumento nos limites de quem não as utilizam.
Isso se chama "cala boca".
O Banco do Brasil para aumentar a sua oferta de crédito precisa trocar pelo menos os burocratas com poder de decisão nas áreas relacionadas a concessão de limite a micro, pequenas e médias empresas.
Só assim as coisas vão andar...
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João Carlos Gagliardi (1354) 25/05/2009 22h53
João Carlos Gagliardi (1354) 25/05/2009 22h53
Banco do Brasil libera mais R$ 13 bi para crédito...
Normalmente o crédito aqui, vai para quem não precisa de dinheiro.
O problema que vivemos agora, é muito mais de falta de confiança, do que de falta de dinheiro...
As pessoas de forma geral, tem receio em assumir novas dívidas, sem ter alguma noção do que vem pela frente.
E mesmo com essa "queda nos juros", o custo do dinheiro, ainda é absurdamente alto e inviabiliza o crescimento acelerado da economia.
Menos juros, sempre é bom;
Mas não é o bastante...
1 opinião
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GERSON LOBO SILVA (39) 11/05/2009 09h17
GERSON LOBO SILVA (39) 11/05/2009 09h17
Você conhece os quatro Cavaleiros do Apocalipse? Lá vai:
Bancos - Seguradoras - Financiadoras - Planos de Saúde.
Existe um quinto mas esse não é um Cavaleiro, é o Comandante, é o Capetão: O governo e seus impostos insanos.
Onde está o Apocalipse? O Apocalipse está no seu bolso. E faz tempo, não é meu amigo? Que lástima!
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Maurício Do Carmo Ferreira (2) 23/08/2008 20h23
Maurício Do Carmo Ferreira (2) 23/08/2008 20h23
Sugiro à Folha adotar um comportamento neutro nas chamadas de reportagens. Cansei de ver torcida, opiniões, pensamentos e interesses particulares tendo chamadas conclusivas ou sugestivas de decisão ou fato consumado. Não vejo neutralidade no uso constante dos temos "inflação ACELERA" e "inflação desACELERA", nesse caso o sentido é reforçado; também não vejo neutralidade em exprimir opinião, mesmo de dois economistas, depois de um fato, como se houvesse lógica ou ligação intrínseca e direta entre os dois. Em "Inflação começa a cair, MAS BC DEVERÁ CONTINUAR A ELEVANDO OS JUROS" há um fato e logo a seguir uma opinião, que da forma como foi colocado parece um consenso, coisa que certamente não há. Cirilo Júnior nessa matéria ouve dois economistas e dispara que "especialistas apontam..." generalizando, sem a busca do contraditório. É necessário ter e deixar bem claro o que é informação e o que é opinião. 2 opiniões
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Bernardo Fonseca Mendes (25) 23/08/2008 10h20
Bernardo Fonseca Mendes (25) 23/08/2008 10h20
Você quer saber? Cansei.
Como diria a Copélia: "Prefiro não comentar!"
Eles não querem que o Brasil desenvolva, ou cresça. Eles querem conter o desenvolvimento, por isso que eles ficam lambendo o FMI, essas ONGs malditas, e as "queridas" dicas dos grandões. A Índia, a China, e a Rússia, não seguem eles e dá no que dá, estão crescendo muito mais que a gente... sendo a India e a China com inflação um pouco acima da nossa, sem aumento de juros.
Mais décadas virão e a América Latina continuara sendo o "continente do futuro", enquanto a Ásia que era muito mais pobre que nós, caminha para o desenvolvimento.
Não da mais, eu tenho que ir pra Austrália. Sinceramente.
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Eu acho um absurso esse aumento dos juros,pois o consumidor sempre é quem sai penalizado.Os bancos a cada dia lucram mais e massacram bastante a população,pois nos dias de hoje sempre estamos a precisar desses agentes financeiros que cobram taxa extorsivas,deixando o correntista cada vez mais atônito.O Banco Central puxa a taxa selic pra cima e certamente os empresários vão fazer o acompanhamento no aumento dos preços das mercadorias.Veja se o que estou dizendo não faz sentido.Vamos pagar pra esses usurpadores cada vez mais se locupletarem do nosso patrimônio.Com tanto aumento nas taxas bancárias e nos juros pra empréstimo,acredito que os velhos tempo irão voltar, embora de forma bastante lenta.O nosso dinheiro ser guardado no fundo do baú.Ninguém aguenta mais tanto imposto.Gostaria que o Presidente da República olhasse melhor para o povo brasileiro,embora tenha melhorado algo,mas falta melhorar bastante.O salário do brasileiro ainda é pouco pra bancar o enriquecimento desses"aproveitadores financeiros".Chega de tanta mentira e falsidade.Está na hora de ser dado um basta em tudo isso.Avante povo brasileiro! sem opinião
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