Dinheiro
29/07/2008 - 15h23

Superávit primário até junho soma R$ 61,3 bi e encosta na meta para 2008

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizada às 15h48

Em apenas seis meses, a economia do governo federal para pagar os juros da dívida cresceu 44,4% e chegou a R$ 61,370 bilhões. O valor é quase a meta de superávit primário para o ano todo, de R$ 63,4 bilhões.

O resultado é a diferença entre as receitas líquidas do governo e as despesas. No semestre, as receitas líquidas subiram 15,78%, para R$ 281,7 bilhões, impulsionadas pela arrecadação de impostos. As despesas subiram 9,79%, para R$ 220,3 bilhões.

O superávit primário acumulado até junho pelo governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) equivale a 4,41% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) estimado para o período.

Houve uma desaceleração, nessa comparação, em relação ao resultado de janeiro a maio, que representava 4,69% do PIB.

A meta do governo é terminar o ano em 2,2% do PIB anual. Nos últimos 12 meses, o resultado primário equivale a 2,82% do PIB do período (R$ 76,6 bilhões).

O governo precisa ainda economizar mais R$ 14,2 bilhões (0,5% do PIB) para fazer a poupança que será utilizada no Fundo Soberano do Brasil.

Resultado de junho

Somente no mês de junho, o superávit primário foi de R$ 7,9 bilhões. O resultado do mês se deve, principalmente, ao resultado do Tesouro Nacional, de R$ 10,8 bilhões. O BC e a Previdência, por outro lado, tiveram déficit de R$ 20,4 milhões e R$ 2,9 bilhões, respectivamente.

As receitas líquidas subiram de R$ 42,9 bilhões para R$ 46,8 bilhões na comparação entre maio e junho. Já as despesas do governo subiram de R$ 37,4 bilhões para R$ 38,8 bilhões.

Na próxima segunda-feira será divulgado o superávit primário do setor público, que também inclui as contas dos estados, municípios e estatais. A meta, nesse caso, é de 4,3% do PIB, sendo 0,5% destinado ao Fundo Soberano do Brasil.

 

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