Produzir álcool a partir do milho é idéia de jerico, diz Bernardo
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) criticou nesta terça-feira o aumento da produção de álcool a partir do milho por parte dos Estados Unidos. Para ele, usar milho para a produção de combustível é idéia de "jerico".
Bernardo disse ainda que a utilização do produto para a produção de álcool é insustentável. O ministro lembrou que o uso do milho para fazer combustível provoca o encarecimento do produto, e por extensão, dos alimentos em todo o mundo.
"Nossos amigos americanos vão chegar à conclusão que é muito mais barato usar álcool de outros produtos, inclusive o álcool brasileiro, de cana", afirmou, após participar de almoço promovido pelo Ibef (Instituto Brasileiro de Executivo de Finanças).
O aumento da produção de alimentos foi classificado por Bernardo como a mais eficaz arma no combate à inflação, influenciada fortemente pela alta desses produtos. O ministro destacou que o Brasil tem grande chance de se firmar como um grande fornecedor internacional, caso eleve a produção, se aproveitando das boas condições naturais.
Ele ressaltou que o governo vem fazendo o possível para conter a inflação, por meio da elevação dos juros e do superávit primário. O principal remédio, que é o aumento da produção de alimentos, ainda precisa de um grande esforço, explicou.
A projeção do governo é que a produção posas ser duplicada nos próximos dez anos, mas Bernardo acredita que isso possa ser alcançado em prazo ainda menor.
"Podemos superar isso até antes. O agronegócio responde muito rápido", comentou.
Paulo Bernardo disse acreditar que o Brasil é um dos poucos países que têm condições de manter a inflação dentro da margem além da meta estipulada para 2008. Para este ano, o BC (Banco Central) busca manter a inflação em 4,5%, com teto de 2 p.p. (pontos percentuais) acima desse nível.
"Países com estabilidade monetária muito maior, como a Inglaterra e o Chile, estão com a margem comprometida", completou.
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Especial



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Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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