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Dinheiro
29/07/2008 - 16h31

Produzir álcool a partir do milho é idéia de jerico, diz Bernardo

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) criticou nesta terça-feira o aumento da produção de álcool a partir do milho por parte dos Estados Unidos. Para ele, usar milho para a produção de combustível é idéia de "jerico".

Bernardo disse ainda que a utilização do produto para a produção de álcool é insustentável. O ministro lembrou que o uso do milho para fazer combustível provoca o encarecimento do produto, e por extensão, dos alimentos em todo o mundo.

"Nossos amigos americanos vão chegar à conclusão que é muito mais barato usar álcool de outros produtos, inclusive o álcool brasileiro, de cana", afirmou, após participar de almoço promovido pelo Ibef (Instituto Brasileiro de Executivo de Finanças).

O aumento da produção de alimentos foi classificado por Bernardo como a mais eficaz arma no combate à inflação, influenciada fortemente pela alta desses produtos. O ministro destacou que o Brasil tem grande chance de se firmar como um grande fornecedor internacional, caso eleve a produção, se aproveitando das boas condições naturais.

Ele ressaltou que o governo vem fazendo o possível para conter a inflação, por meio da elevação dos juros e do superávit primário. O principal remédio, que é o aumento da produção de alimentos, ainda precisa de um grande esforço, explicou.

A projeção do governo é que a produção posas ser duplicada nos próximos dez anos, mas Bernardo acredita que isso possa ser alcançado em prazo ainda menor.

"Podemos superar isso até antes. O agronegócio responde muito rápido", comentou.

Paulo Bernardo disse acreditar que o Brasil é um dos poucos países que têm condições de manter a inflação dentro da margem além da meta estipulada para 2008. Para este ano, o BC (Banco Central) busca manter a inflação em 4,5%, com teto de 2 p.p. (pontos percentuais) acima desse nível.

"Países com estabilidade monetária muito maior, como a Inglaterra e o Chile, estão com a margem comprometida", completou.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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