Lucro do HSBC no primeiro semestre cai 29%, afetado por crise americana
da Efe, em Londres
O HSBC, o maior banco da Europa, obteve nos seis primeiros meses de 2008 lucro líquido atribuído de US$ 7,722 bilhões, 29% abaixo do registrado no mesmo período de 2007, devido à desvalorização de seus ativos nos Estados Unidos.
No primeiro semestre, o grupo bancário britânico economizou US$ 10,247 bilhões pela possível desvalorização de seus ativos e por outros riscos creditícios, valor 58% superior ao do mesmo período de 2007, segundo as contas enviadas hoje à Bolsa de Valores de Londres.
Dessa quantidade, US$ 7,166 bilhões corresponderam a suas atividades na região da América do Norte. Além disso, o grupo sofreu uma depreciação de seus ativos do negócio de bancos global e mercados no valor de US$ 3,9 bilhões.
As receitas operacionais totais do grupo bancário britânico chegaram a US$ 42,912 bilhões, 1,9% a mais do que no ano anterior. O lucro operacional ficou em US$ 9,277 bilhões, 31,5% a menos, enquanto os ganhos antes de impostos foram de US$ 10,247 bilhões, recuo de 27,7%.
Por áreas geográficas, o grupo registrou na América do Norte perdas de US$ 2,893 bilhões, frente a lucro de US$ 2,435 bilhões entre janeiro e junho de 2007.
A Europa contribuiu com US$ 5,177 bilhões de lucro antes de impostos, crescimento de 50,5%; seguida de Hong Kong (US$ 3,073 bilhões, 30% a mais), o resto da Ásia-Pacífico (US$ 3,624 bilhões, 35,4% de expansão), e América Latina (US$ 1,266 bilhão, aumento de 12,3%).
Por negócios, a área de bancos comercial teve ganhos de US$ 4,611 bilhões, expansão de 45% em relação a 2007, enquanto a de bancos global registrou lucro de US$ 2,69 bilhões, 26,2% a mais, e a de serviços financeiros pessoais, US$ 2,313 bilhões, crescimento de 22,6%.
O presidente do grupo HSBC, Stephen Green, disse que os seis primeiros meses de 2008 foram o período "mais difícil" para os mercados financeiros "em várias décadas".
Apesar da situação de "incerteza" e "dificuldade", Green disse em comunicado que o HSBC se encontra em uma posição de crescimento a longo prazo, especialmente nos mercados emergentes.
O HSBC anunciou que completou no dia 2 de julho a venda para o Banque Populaire de vários de seus negócios regionais na França por US$ 2,1 bilhões, operação que será contabilizada nos resultados do segundo semestre.
Além disso, o banco disse que pretende vender nos próximos três anos 80% de sua participação de US$ 13 bilhões no negócio americano de veículos financeiros.
Por outro lado, o grupo destacou que ainda não efetivou o acordo para que sua divisão asiática compre do Lone Star 51% do banco sul-coreano Korea Exchange Bank.
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