Dinheiro
04/08/2008 - 13h06

Bradesco projeta que crédito deve crescer até 29% neste ano

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

A área econômica do Bradesco revisou para cima as projeções de crescimento de sua carteira de crédito para este ano, que atingiu R$ 181,60 bilhões em junho. O banco elevou suas expectativas da faixa de 21% a 25%, divulgada no início do ano, para uma faixa de 24% a 29%. Nesta segunda, o Bradesco divulgou o lucro do primeiro semestre, que chegou a R$ 4,105 bilhões.

Os R$ 181,6 bilhões representam um crescimento de cerca de 38% sobre o primeiro semestre do ano passado, puxado principalmente, pelo acréscimo nas operações para grandes empresas (R$ 65,86 bilhões), da ordem de 39,8%, bem como nas operações para pessoas físicas (R$ 65,87 bilhões), que cresceu a uma taxa de 32,2% nos 12 meses

"O crédito para as grandes empresas têm crescido acima das nossas expectativas. Existe ainda uma demanda forte e nós vemos que as grandes estão desengavetando projetos", afirmou o presidente Márcio Cypriano. "E nós temos que lembrar que houve uma redução dos IPOs [captações de recursos por meio de Bolsa de Valores], e as empresas passaram a investir usando financiamentos e recursos próprios", acrescentou.

Na linha de pessoa física, o destaque ficou por conta das operações de leasing (carteira de R$ 7,67 bilhões), com um incremento de 441,3% sobre junho de 2007. Os executivos do banco admitiram dois fatores para explicar essa taxa: a migração das operações de CDC (crédito direto ao consumidor), que se tornou menos atrativo neste ano com o aumento da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Para 2008, o banco trabalha com uma projeção de crescimento do PIB em 4,8% neste ano, com uma taxa de câmbio em R$ 1,65 para o mês de dezembro e uma taxa Selic em 14,75% encerrando 2008.

Apesar da expectativa de uma alta da taxa de juros e do crescimento da carteira de crédito, a diretoria do Bradesco afirma que ainda não conta com uma taxa de inadimplência (acima de 90 dias), que estabilizou nos últimos três trimestres.

"Temos que lembrar essa alta dos juros é passageira. É uma medida tomada pelo governo para combater a inflação e é provisória. Você pode ver que nós mesmo do Bradesco contamos com uma taxa de juros menor no final de 2009 [projeção de 13,75%]", afirmou Cypriano.

Ásia e Oriente Médio

O Bradesco confirmou que deve abrir três corretoras na Ásia e no Oriente Médio até o final deste ano, em Tóquio, Dubai e Hong Kong. Segundo o presidente do Bradesco, as casas devem ser focadas na distribuição primária e secundária de ativos financeiros. O investimento total foi estimado em US$ 50 milhões.

 

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