Publicidade

Dinheiro
04/08/2008 - 14h36

FMI alerta para risco de novas altas de juros na zona do euro

Publicidade

da Folha Online

O FMI (Fundo Monetário Internacional) alertou nesta segunda-feira para os riscos de um novo aperto monetário na zona do euro, através de um eventual aumento da taxa de juros do BCE (Banco Central Europeu).

"Mais aperto da política monetária pode acarretar seus próprios riscos", disse o diretor do departamento do FMI para a Europa, Alessandro Leipold. Segundo ele, a crise financeira, causada pelas crises nos EUA --nos mercados imobiliário, hipotecário e de crédito-- continua a ameaçar a economia da zona do euro; um aumento de juros poderia, assim, desacelerar mais o crescimento da região.

Em julho, a Eurostat (a agência de estatísticas do bloco europeu) informou que o PIB (Produto Interno Bruto) da UE cresceu 2,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Na zona do euro (grupo de países que adotam o euro como moeda) a elevação do PIB ficou em 2,1%. Os dados anualizados refletem certa desaceleração da economia européia, já que a taxa de crescimento passou de 2,5% para 2,3% na UE, e de 2,2% para 2,1% na zona do euro.

Além disso, Leipold disse que a expectativa de crescimento de 1,7% para a região neste ano pode ser revista para baixo na próxima reunião do Fundo com o Bird (Banco Mundial), nos próximos meses.

A inflação em julho na zona do euro pode chegar a 4,1%, depois dos 4% registrados em junho. A alta do petróleo seria a principal influência nos preços na região, segundo a Eurostat.

O preço do barril registrou recordes sucessivos em maio e junho, culminando nos US$ 147,27 atingidos em julho. Desde então o preço tem caído, tanto pela relativa diminuição das tensões entre Israel, Irã, EUA e União Européia (UE) devido ao programa nuclear iraniano, como pelos fracos indicadores econômicos americanos.

Mesmo sendo menor que a estimativa dos analistas --que projetam uma inflação de 4,2% para a zona do euro--, o índice ainda assim está distante dos 2% considerados adequados pelo BCE.

No mês passado, o banco elevou sua taxa básica de juros na zona do euro em 0,25 ponto percentual, para 4,25%. O presidente francês Nicolas Sarkozy sugeriu ao BCE que "coloque a questão do crescimento econômico na Europa e não simplesmente a inflação". O ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück, também pediu ao BCE que reflita sobre as conseqüências econômicas que poderia ter um aumento das taxas.

Fazem parte da zona do euro Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta e Portugal. Já a UE reúne ainda Bulgária, Dinamarca, Eslováquia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca