Meirelles diz que maior aperto fiscal é "bem-vindo" para combater inflação
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ser positivo qualquer ajuda para o combate à inflação, logo após o ministro Guido Mantega (Fazenda) dizer que poderá ampliar o superávit primário.
Pela manhã, Mantega disse que não descarta um aumento da meta de superávit primário (economia feita para pagar os juros da dívida) como forma de combater a inflação. "Se necessário for, nós usaremos a política fiscal", disse ele, durante participação em seminário na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.
"Qualquer ajuda é bem-vinda", disse Meirelles durante o 10º Seminário Anual de Metas de Inflação do BC, no Rio.
Meirelles comentou ainda que ainda é prematuro avaliar até que ponto a política de elevação das taxas de juros que está em curso já reflete na economia, em especial sobre a inflação.
"Essas medidas já datam de algum tempo. Existe um processo de defasagem, existe um início de efeito que começa a acontecer imediatamente, mas é cumulativo e, portanto, crescente. Isso vai dando um resultado ao longo do tempo, com a devida defasagem", afirmou.
O presidente do BC afirmou que o aumento da inflação é o maior custo para a sociedade, lembrando que o combate à alta dos preços é uma das prioridades do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Por isso, Meirelles reafirmou que o compromisso do BC é fazer com que a taxa de inflação retroceda ao centro da meta em 2009.
Ele ressaltou ainda que o BC está promovendo ajuste da oferta e da demanda para assegurar a continuidade do crescimento.
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