Fed diz que preocupação com inflação continua; leia íntegra de comunicado
da Folha Online
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) manteve nesta terça-feira sua taxa de juros em 2% ao ano, marcando o segundo mês consecutivo de pausa na política monetária americana. Em comunicado, o Fed destaca que apenas um integrante era a favor da alta, os outros votaram pela manutenção.
No documento, o órgão explica que a preocupação com a inflação continua --apesar da expectativa que as altas se moderem no próximo ano--, mas ressalta o crescimento das exportações e dos gastos dos consumidores. Além disso, admite que os preços da energia, o enfraquecimento do mercado de trabalho e o mercado imobiliário devem pesar nos próximos quatro trimestre.
Leia a seguir a íntegra do comunicado:
"O Comitê Federal de Mercado Aberto decidiu hoje manter sua meta para a taxa dos fundos federais em 2%.
A atividade econômica teve expansão no segundo trimestre, em parte refletindo o crescimento nos gastos dos consumidores e nas exportações. Entretanto, os mercados de trabalho tiveram um novo enfraquecimento e os mercados financeiros permanecem sob considerável pressão. As condições estreitas de crédito, a contração em curso no mercado imobiliário e os elevados preços da energia devem pesar sobre o crescimento econômico nos próximos trimestres. Com o tempo, o afrouxamento da política monetária, combinado com as medidas adotadas para impulsionar a liquidez nos mercados, devem ajudar a promiover um crescimento econômico moderado.
A inflação tem estado alta, impulsionada pelos aumentos anteriores nos preços da energia e de algumas outras commodities, e alguns indicadores de expectativas de inflação têm estado elevados. O comitê espera que a inflação apresente moderação no fim deste ano e no próximo, mas o cenário para a inflação continua altamente incerto.
Apesar da queda nos riscos para o crescimento permanecerem, a alta dos riscos da inflação também são alvo de preocupação significativa para o comitê. O comitê vai continuar a monitorar a evolução econômica e financeira e agir sempre que necessário para promover um crescimento econômico sustentável e a estabilidade de preços.
A favor da decisão votaram: Ben S. Bernanke, presidente; Timothy F. Geithner, vice-presidente; Elizabeth A. Duke; Donald L. Kohn; Randall S. Kroszner; Frederic S. Mishkin; Sandra Pianalto; Charles I. Plosser; Gary H. Stern; e Kevin M. Warsh. A favor votou Richard W. Fisher, que preferiu um aumento na meta para a taxa dos fundos federais nesta reunião."
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