Dinheiro
06/08/2008 - 08h37

Inflação pelo IGP-DI desacelera e fica em 1,12% em julho, informa FGV

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da Folha Online

O IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) teve desaceleração em julho, registrando alta de 1,12%, contra alta de 1,89% em junho. No ano, o índice acumula alta de 8,35% e, nos últimos 12 meses, a alta acumulada foi de 14,81%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

A metodologia aplicada na apuração do IGP-DI é a mesma do IGP-M e do IGP-10 --usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel--, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-DI de julho foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência.

Entenda a diferença entre os principais índices de inflação

O IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 1,28%, contra 2,29% em junho. O índice relativo a Bens Finais desacelerou, para uma alta de 0,44%, contra 0,99% um mês antes, com a a redução nos preços do subgrupo alimentos in natura (de 5,64% para -2,54%). Excluídos alimentos in natura e combustíveis, o índice teve alta de 0,65%, contra 0,52% em junho.

O índice do grupo Bens Intermediários desacelerou para uma alta de 1,86% em julho, ante 2,59% em junho, com destaque para a redução no índice do subgrupo materiais e componentes para a construção (de 3,70% para 1,70%).Excluídos combustíveis e lubrificantes para a produção, o índice teve alta de 1,73%, contra 2,41% um mês antes.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, houve redução de 3,33% em junho para 1,39% em julho. Os destaques foram soja em grão (10,17% para 2,01%), bovinos (11,29% para 3,53%) e leite in natura (0,56% para -2,59%). Já os preços do milho em grão (-1,20% para 5,71%), da laranja (-10,81% para 1,77%) e do tomate (-6,15% para 0,44%) subiram.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve desaceleração, apresentando alta de 0,53%, contra 0,77% em junho. A maior contribuição para a desaceleração veio do grupo Alimentação (1,85% para 0,83%), com destaque para carnes bovinas (8,05% para 3,39%), arroz e feijão (11,18% para 2,29%) e hortaliças e legumes (0,83% para -1,66%). Também desaceleraram os preços nos grupos Vestuário (0,56% para -0,54%) e Educação, Leitura e Recreação (0,37% para 0,22%), com destaque para roupas (0,89% para -0,92%) e passagem aérea (5,43% para -0,76%).

Já os grupos Habitação (0,33% para 0,59%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,58% para 0,69%), Transportes (0,05% para 0,19%) e Despesas Diversas (0,36% para 0,43%) tiveram alta em seus preços, com destaque para tarifa de eletricidade residencial (-0,91% para 1,42%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,81% para 1,37%), gás natural veicular (2,24% para 4,12%) e alimento para animais domésticos (1,20% para 2,17%). O núcleo do IPC desacelerou para 0,30% em julho, 0,14 ponto percentual abaixo da apurada em junho, 0,44%.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) teve alta de 1,46%, abaixo do resultado de junho, 1,92%. O grupo Serviços teve redução no mês passado, para 1,05%, contra 1,43% em junho. Os preços no grupo Mão-de-Obra passaram de 2,25% em junho para 1,14% em julho, devido aos impactos decrescentes dos reajustes salariais nas cidades de São Paulo, Goiânia, Florianópolis, Fortaleza e Brasília e crescentes em Porto Alegre e Curitiba. A taxa do grupo Materiais avançou de 1,68% para 1,88%.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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