Publicidade

Dinheiro
06/08/2008 - 10h58

Empresa hipotecária dos EUA tem prejuízo de US$ 821 mi no 2º trimestre

Publicidade

da Folha Online

A gigante americana do setor hipotecário Freddie Mac registrou um prejuízo de US$ 821 milhões (US$ 1,63 por ação) no segundo trimestre, contra um lucro de US$ 729 milhões (US$ 0,96 por ação) no mesmo período de US$ 2007, segundo dados divulgados nesta quarta-feira.

A receita da empresa caiu para US$ 1,69 bilhão no período, contra US$ 2,34 bilhões no mesmo período do ano passado. A expectativa dos analistas era de um prejuízo menor, de US$ 0,53 por ação.

A empresa informou ainda que teve de fazer uma provisão de US$ 2,5 bilhões para cobrir eventuais perdas com inadimplência nas hipotecas --o valor é mais que o dobro do que foi reservado para esse mesmo fim no primeiro trimestre.

Entenda a crise hipotecária que atinge a economia dos EUA

O diretor financeiro da Freddie Mac, Buddy Piszel, disse à agência de notícias Associated Press (AP) que os problemas de crédito estão surgindo principalmente dos empréstimos da classe Alt-A --que reúnem hipotecas com fatores de alto risco, como clientes que não conseguem oferecer comprovação de renda. As hipotecas Alt-A chegam a 10% da carteira de financiamentos da empresa.

As hipotecas de risco já em situação de inadimplência (com ao menos 90 dias de atraso nos pagamentos) subiram para 3,72% do total, contra 2,32% no primeiro trimestre.

A empresa deve também reduzir os dividendos a serem pagos aos acionistas no terceiro trimestre para US$ 0,05 ou menos por ação, contra uma previsão anterior de US$ 0,25 por ação, a fim de manter dinheiro em reserva.

No último dia 30, o presidente dos EUA, George W. Bush, assinou um plano de salvação para o setor imobiliário. O plano pretende também "melhorar a confiança e a estabilidade dos mercados e fornecer uma melhor vigilância para a Freddie Mac" e a Fannie Mae (outra gigante do setor hipotecário do país), segundo o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto.

Cerca de US$ 300 bilhões de empréstimos imobiliários devem ser garantidos pelo Estado para dar fôlego aos devedores porque as taxas de juros fixas em 30 anos estão em seu nível mais elevado em um ano. Além disso, US$ 3,9 bilhões devem ser concedidos aos grupos locais para recomprar e reabilitar os imóveis penhorados, o que a Casa Branca não queria aprovar no início.

As duas empresas detêm ou garantem US$ 5,2 trilhões de créditos hipotecários, ou seja cerca de 50% do fluxo do crédito imobiliário americano.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca