Sem Doha, Brasil buscará acordos individuais no setor automotivo
KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
A indústria automotiva brasileira terá de buscar, individualmente, os países com os quais pretende fechar acordos comerciais, depois que os esforços para retomar a Rodada Doha fracassaram no mês passado, afirmou ontem o presidente da Anfavea, Jackson Schneider.
O executivo afirmou que a Rodada Doha, se tivesse sucesso, seria muito importante para o setor. "Seria uma negociação só com uma integração muito mais ampla e de forma mais elástica."
Sem o instrumento, no entanto, acordos bilaterais terão de ser buscados um a um, no modelo das relações que já existem com Argentina e México.
Schneider afirmou que a entidade prepara um levantamento sobre os países com os quais pretende acelerar as negociações para um acordo comercial.
Entre os países na relação de prioridade estão os da América do Sul. Schneider explicou que, além da proximidade geográfica, há interesse por defender o mercado brasileiro, já que empresas estrangeiras podem ampliar sua participação aqui depois de se consolidar nos vizinhos.
Schneider também citou outros mercados, como África do Sul, Nigéria e Egito, e países da região do golfo Pérsico.
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