Dinheiro
06/08/2008 - 17h35

Bovespa fecha em alta de 1,90%, com siderúrgicas e bancos

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da Folha Online

As ações do setor bancário e de empresas ligadas às commodities metálicas contribuíram para a recuperação da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), também favorecida por um quadro menos pessimista nas Bolsas estrangeiras.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, teve ganho de 1,90%, para os 57.542 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,43 bilhões.

Os papéis do setor siderúrgico, junto com a mineradora Vale, foram os destaques da Bolsa. A ação da Vale subiu 1,85%, enquanto o papel da Gerdau avançou 1,35% e da CSN, 2,65%. A exceção foi a ação preferencial de Usiminas, que cedeu 0,48%.

A Gerdau surpreendeu o mercado ao revelar lucro bem acima do esperado no segundo trimestre. Em relatório sobre o balanço da Gerdau, a equipe de analistas da corretora Planner destacou o "forte crescimento" das vendas (25%, em volume físico), favorecido pelas últimas aquisições, bem como pelos reajustes de preços em nível internacional.

"Acreditamos que o setor siderúrgico brasileiro está subavaliado, e esperamos que a divulgação de bons resultados de Usiminas e CSN deva refletir num melhor dimensionamento do bom potencial de crescimento do setor", avaliam os analistas da corretora, que apostam numa "recuperação dos preços das ações na Bolsa".

O setor bancário também chamou atenção na Bolsa: as ações preferenciais do Bradesco (alta de 2,42%) e do Itaú (1,83%) estiveram entre os papéis mais negociados no mercado acionário. A ação ordinária do Banco do Brasil, que revela o balanço no dia 14, valorizou 5%.

Na Europa, as principais Bolsas de Valores concluíram o expediente com ganhos moderados, a exemplo do mercado Londrino (0,57%) e do alemão (0,65%), favorecidas pelas ações do setor bancário e de mineração. Em Nova York, o índice Dow Jones inverteu a tendência de que e subiu 0,35% no encerramento do pregão.

O dólar comercial foi cotado a R$ 1,578 na venda, com avanço de 0,25%. A taxa de risco-país marca 221 pontos, estável sobre a pontuação final de ontem.

Entre as principais notícias do dia, a Freddie Mac, uma das maiores do setor de hipotecas, revelou prejuízo de US$ 821 milhões no segundo trimestre, ante lucro de US$ 729 milhões em idêntico período de 2007. O número foi muito pior que o previsto por Wall Street.

A gigante do setor de comunicação e entretenimento Time Warner registrou lucro de US$ 792 milhões no segundo trimestre, um resultado 25% inferior ao apurado no mesmo período no ano passado. O balanço foi ligeiramente menor que o esperado por analistas do setor financeiro.

O grupo Gerdau segundo trimestre, o lucro foi de R$ 2,124 bilhões, um incremento de 85,3% sobre o ganho registrado no período de abril-junho do ano passado, e acima das projeções do mercado financeiro (R$ 1,9 bilhão). informou lucro de R$ 3,214 bilhões no primeiro semestre, um salto de 38,3% sobre o resultado em idêntico período de 2007. No segundo trimestre, o lucro foi de R$ 2,12 bi, um incremento de 85,3% sobre o ano passado, acima das projeções do mercado financeiro (R$ 1,9 bilhão).

E a gigante do setor petroquímico Braskem anunciou nesta quarta-feira que registrou lucro de R$ 465 milhões no primeiro semestre deste ano, o que representa um incremento de 14% sobre o resultado para o mesmo período de 2007.

A inflação medida pelo IGP-DI foi de 1,12% em julho ante 1,89% em junho. A expectativa do setor financeiro apostava em uma variação de 1,31%.

E o Departamento de Energia dos EUA comunicou que "[as reservas de petróleo]": aumentaram em 1,7 milhão de barris na semana passada, atingindo um total de 296,9 milhões de barris. O incremento foi muito superior ao previsto por analistas (400 mil barris).

A cotação do barril do petróleo encerrou o dia a US$ 118,58, em declínio de 0,49%, na praça de Nova York. Durante o dia, o preço oscilou entre o valor máximo de US$ 120,49 e o mínimo de US$ 117,11 nesta quarta-feira.

Comentários dos leitores
Manoel Ferreira Jr (21) 30/11/2009 15h29
Manoel Ferreira Jr (21) 30/11/2009 15h29
É verdade, Henrique Silva. O Brasil melhorou consideravelmente seu status internacional, alguns de seus históricos sociais. Parabéns ao Governo Lula! O problema é fechar os olhos para os equívocos... Tem uma turminha aí que não larga o osso seja qual for o governo, seja qual for sua matiz. A democracia e o amadurecimento de suas instituções não podem prescindir da crítica.
Que o próximo, seja qual for, seja melhor ainda!!!!
sem opinião
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Henrique Silva (192) 29/11/2009 15h51
Henrique Silva (192) 29/11/2009 15h51
O grande problema de muitos brasileiros é ter o COMPLEXO DE VIRA-LATA. Estas pessoas complexadas não aceitam o fato de que o Brasil é hoje a nona potência econômica mundial e que em dez anos seremos a quinta, segundo previsões econômicas nacionais e internacionais. Não aceitam que o Brasil é um país democrático, que estamos crescendo de forma sustentável, que estamos variando nossa matriz energética, que o atual governo é melhor que o anterior, que internacionalmente estamos infinitamente mais respeitados que há 7 anos, que o IDH está aumentando, que a desigualdade social caiu, que o poder de compra melhorou, que a dívida pública caiu, que o desemprego caiu, que os salários estão sendo reajustados acima da inflação, que 32 milhões de pessoas saíram da pobreza.
RESUMINDO: O COMPLEXO DE VIRA-LATA NÃO DEIXA A PESSOA VER QUE O BRASIL MELHOROU.
2 opiniões
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Henrique Silva (192) 28/11/2009 00h46
Henrique Silva (192) 28/11/2009 00h46
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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