TV paga quer transparência para entrada de teles no setor
FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online
Transparência e possibilidade de competição. Essas são as exigências que as empresas de TV por assinatura fazem para concordar com a entrada das empresas de telefonia fixa na prestação do mesmo serviço. Para a ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), o mercado de telefonia no país é monopolizado e corre o risco do mesmo acontecer no seu setor, caso regras rígidas não sejam adotadas.
"As teles são monopolistas nas áreas onde atuam. Para que elas possam entrar nesse mercado [TV paga], é indispensável que se estabeleçam condições de competição", afirmou o presidente da entidade, Alexandre Annenberg.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) vai contratar uma consultoria para avaliar o impacto econômico e social de mudanças no PGO (Plano Geral de Outorgas), que obriga a divisão de serviços, por exemplo, de banda larga, telefonia fixa e TV paga, em diferentes companhias.
"Queremos que haja transparência nos serviços", disse o presidente da ABTA, acrescentando seu receio de as receitas oriundas do serviço público financiarem o serviço privado.
A ABTA considera que a competição entre as operadoras pode ser garantida com a adoção da portabilidade numérica dos telefones --que começará a ser implantada em setembro deste ano--, assimetria tarifária e compartilhamento da rede.
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