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Dinheiro
07/08/2008 - 18h28

TIM quer ampliar receita com oferta de telefonia fixa

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KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online

A operadora de telefonia celular TIM afirmou nesta quinta-feira que as mudanças nas regras de telefonia, permitindo a portabilidade numérica (manutenção do mesmo número telefônico nas trocas de operadora), será uma "oportunidade para a empresa", que quer ampliar a receita oferecendo telefonia fixa.

A TIM pode oferecer telefones fixos usando a mesma rede de celular. Atualmente, a empresa já tem o plano TIM Casa Flex desde 2007, onde o cliente tem uma linha que funciona como fixo dentro de casa e como celular fora.

A empresa informou que tem 1,5 milhão de clientes que utilizam serviços convergentes, o que inclui o plano de telefonia fixa e o modem.

"A portabilidade é uma oportunidade, principalmente na telefonia fixa. Queremos ser opção para aqueles que querem mudar", afirmou Araújo.

O executivo não detalhou se o serviço será oferecido isoladamente ou em pacotes com outros serviços.

A portabilidade começa a ser implementada em agosto e, em março de 2009, deverá valer em todo o país, segundo decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Em São Paulo, a portabilidade será possível entre setembro deste ano (códigos 14 e 17) e fevereiro do ano que vem (código 11 e 19).

Para Araújo, a portabilidade apresenta mais riscos às empresas antigas no mercado. "É claro que sempre há o que temer. Por isso é preciso fidelizar o cliente, oferecer um bom atendimento e capturar o cliente das outras operadoras", afirmou.

Conexão

No mês passado, a Claro afirmou que a portabilidade deve atrasar as conexões entre telefones. As empresas investiram mais de R$ 1 bilhão nas mudanças.

Segundo o empresa, atualmente, quando o usuário digita os dois primeiros números do telefone celular, a operadora já inicia o processo de ligação, porque cada operadora sabe quais são suas linhas pelo início do telefone. Com a portabilidade em vigor, a conexão pode levar um pouco mais de tempo porque o número e a respectiva empresa terão de ser identificados, já que o prefixo não será mais específico de cada operadora.

Concorrência

O presidente da TIM também afirmou nesta quinta-feira que a empresa não teme a concorrência com a Aeiou (da Unicel), que acabou de entrar no mercado paulista, e a Oi, que deve entrar neste semestre. Ele lembrou que a TIM foi a terceira empresa a entrar no mercado em São Paulo e atualmente é a segunda em market share, embora seja seguida de perto pela Claro.

Araújo afirmou que a TIM se prepara para competir com a Aeiou "há seis meses" e que vai conquistar todos os clientes "que a Aeiou pensa que vai ganhar".

Em relação à Oi, Araújo afirmou que acredita que a empresa deverá mudar sua estratégia porque vai atuar em São Paulo sem a telefonia fixa.

 

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