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Dinheiro
10/08/2008 - 06h09

Governo tira monopólio de campo de petróleo da Petrobras

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da Folha Online

Embora o governo Lula ainda não tenha posição final sobre as regras para explorar os novos megacampos de petróleo na costa brasileira, já decidiu que não deve entregar à Petrobras todas as áreas da camada do pré-sal que ainda serão leiloadas. A informação é da reportagem de Valdo Cruz publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Os motivos alegados no governo são a participação de capital privado na Petrobras e o risco de a empresa tornar-se poderosa demais. Teme-se o "efeito PDVSA" --no qual diretores da petrolífera venezuelana participaram de articulações golpistas contra Hugo Chávez.

Nas reuniões sobre o tema foi destacado que esse risco não existe, pois o atual presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, é totalmente afinado com o governo. O risco estaria no médio e no longo prazos. "Hoje, a Petrobras já é um outro país. Felizmente, um país amigo", afirmou um ministro que acompanha os estudos.

Para acabar com o temor, discute-se, entre outras propostas, a criação de uma empresa puramente estatal para gerir as áreas dos megacampos, que contrataria outras petrolíferas para a exploração. Essa é a alternativa que conta com mais simpatia no governo. A aprovação do novo modelo pelo Legislativo deve ocorrer só em 2009.

Leia a matéria completa na Folha, que já está nas bancas.

Pré-sal

A camada pré-sal se estende por cerca de 800 quilômetros, entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado está a profundidades superiores a 5 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal, que segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.

A Petrobras é uma das empresas pioneiras nesse tipo de perfuração, e o comunicado, em novembro do ano passado, de que Tupi tem reservas gigantes fez com que os olhos do mundo se voltassem para o Brasil. Na época do anúncio de Tupi, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse que o Brasil tem condições de se tornar exportador de petróleo com o óleo do pré-sal.

Estimativas apontam que a camada pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo. Atualmente, as reservas do país não passam dos 14 bilhões de boe.

Com o anúncio de Iara, na semana passada, já são nove descobertas no pré-sal, entre as quais as áreas de Júpiter, Bem-Te-Vi, Guará e Carioca. A estatal, no entanto, ainda não fez, a exemplo de Tupi, estimativas em torno das reservas destas regiões. A área de Carioca foi alvo de polêmica, após o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, afirmar que as reservas poderiam totalizar 33 bilhões de boe.

Arte Folha

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Comentários dos leitores
JUAN LUIS SCHENONE (1) 05/07/2009 01h50
JUAN LUIS SCHENONE (1) 05/07/2009 01h50
Porque a Petrobras nao aproveita e compra parte da YPF?
Mais cedo ou mais tarde alguem vai ter que buscar petroleo nas aguas da Argentina e o Brasil deveria estar nesse negocio.
sem opinião
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Manoel Matos (1) 19/06/2009 20h46
Manoel Matos (1) 19/06/2009 20h46
Entendo que o marco regulatório do pré-sal é um assunto delicado, mas por outro lado não deveria haver demasiada demora. A rapidez pode gerar confiança aos investidores e parceiros no projeto.
A independência energética do nosso país no atual momento de crise é crucial para atrair novos investimentos e gerar mais empregos.
Um outro ponto fundamental é não fazer desse projeto e da Petrobras um motivo de batalha política entre partidos de oposição.
Agora é o momento de deixar de lado qualquer divergência política e pensar no Brasil.
Quanto á demora da transnordestina, penso que é fundamental apoiar a CSN no projeto; e mais uma vez pensar em nosso país. Nosso grande país do presente e do futuro.
Espero que os dirigentes e todos envolvidos possam entender a mensagem e agir com a mais boa vontade de fazer as coisas acontecerem.
4 opiniões
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sérgio dourado (188) 18/06/2009 14h03
sérgio dourado (188) 18/06/2009 14h03
O governo está com mais uma das portas de um grande destino para o Brasil. Espero que se pense no país,quando se explorar a imensa quantidade de óleo na camada pré-sal. Pois já que não temos pessoas competentes no comando do país,que pense estrategicamente seu destino,a natureza vai nos provendo dos bens materiais para se atingir o ponto mais alto no desenvolvimento sustentável. Resta-nos pessoas que pensem o petróleo,por exemplo,não somente como um produto de exportação,mas como vetor de crescimento da economia como um todo,baixando impostos que incide sobre um produto que temos autosuficiência clara,devido aos potenciais dos campos petrolíferos descobertos,e também pelas reservas de gás que a mesma Petrobras dispõe em solo brasileiro. Somos talvez o único país que pode contar com uma grande matriz energética renovável,no caso do biocombustível,ao passo que a Inglaterra dispõe de somente 4% de matriz energética renovável. No Brasil esse percentual se eleva para mais de 40%.Somos uma potência em níveis energéticos e de produção de proteína vegetal e animal. A grande capacidade do país em produzir alimentos,energia,somente pode precisar de pessoas mais qualificadas e tecnologias mais avançadas:assim o Brasil não terá o que temer. A pauta de exportação do país vai do grão de soja,ao avião.Portanto,podemos e devemos avançar mais do que os outros países,ainda mais a China,Rússia e Índia,nos parceiros e ao mesmo tempo, competidores, diretos. Chega de atos secretos e corrução.. 16 opiniões
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