Dinheiro
11/08/2008 - 16h39

Petróleo cai com alta do dólar apesar de conflito entre Rússia e Geórgia

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da Folha Online

O preço do petróleo fechou em baixa nesta segunda-feira, depois de voltar ao patamar de US$ 112 pela primeira vez desde que atingiu esse nível, em abril. Além disso, a valorização do dólar frente ao euro e uma redução nas importações da commodity na China também contribuíram para derrubar o preço do barril. O preço recuou apesar da preocupação sobre o conflito entre Geórgia e Rússia.

O barril do petróleo cru para entrega em setembro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia cotado a US$ 114,45 (baixa de 0,65%). Durante o dia, o barril atingiu um mínimo de US$ 112,72 e um máximo de US$ 116,90.

O euro perdeu terreno para o dólar hoje, tendo sido negociado hoje a US$ 1,4961, contra US$ 1,5074 na sexta-feira (8). No mês passado, a moeda européia chegou a recordes de valorização diante do dólar, tendo sido comercializada acima de US$ 1,60. O BCE (Banco Central Europeu) fixou hoje o câmbio oficial do euro em US$ 1,5012.

O preço do petróleo vem desacelerando desde 11 de julho, quando atingiu a marca recorde de US$ 147,27. Com o cenário mundial de desaceleração da economia --com destaque para a redução do consumo nos EUA, que passam por crises nos mercados imobiliário, hipotecário e de crédito--, a expectativa é de que o preço da commodity apresente mais quedas.

O ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano) Alan Greenspan disse, segundo o jornal britânico "Financial Times", que vê como improvável que se repita no curto prazo uma especulação similar. 'Há poucas possibilidades de um novo encarecimento do petróleo enquanto se mantiver essa fraqueza econômica cíclica', afirma.

Em julho, as importações de petróleo da China caíram 7%, maior retrocesso desde janeiro de 2005. As refinarias chinesas vêm enfrentando dificuldades com os custos altos da matéria-prima. A queda elevou os temores sobre os níveis da demanda mundial; nos EUA a queda nos gastos dos consumidores em julho também aumenta a apreensão quanto a uma queda no consumo, diante da desaceleração da economia do país.

Geórgia

A Geórgia lançou um cerco à Ossétia do Sul na última quinta-feira (7), enviando tanques para a capital separatista, em tentativa de retomar o controle sobre a região. Em resposta, a Rússia tem bombardeado a Geórgia e realiza sobrevôos na região.

A Ossétia do Sul é considerada uma importante rota de transporte de petróleo e gás natural na fronteira russa. A região proclamou sua independência da Geórgia em 1992, após a queda da União Soviética. O território conta com o apoio de Moscou para a separação --inclusive por abrigar muitos cidadãos russos--, mas a Geórgia não reconhece a independência.

Tropas da Rússia abriram hoje uma segunda frente de batalha na Geórgia. Foi o quarto dia de confronto entre os dois países. O avanço russo acontece mesmo depois de o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, ter assinado uma promessa de cessar-fogo. Não há informações sobre a resposta da Rússia à proposta.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
O que me intriga nessa história toda de energia limpa, não é outra coisa senão algumas nações teimarem em "queimar" combustíveis fósseis, possibilitando o crescente acúmulo de CO2 na atmosfera, elevando o alargamento, provocando o efeito estufa, da camada de ozônio, etc., etc. Se querem "limpar" o mundo, que pesquisem e utilizem, urgentemente, os biocombustíveis, a energia solar e a eólica. É um verdadeiro paradoxo. sem opinião
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O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
Preço do petróleo tem forte recuo com alta do dólar...
Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Essa declaração do Aécio só vem confirmar a grande admiiração que tem pelo Presidente Lula. Ele que já havia dito assim ;
EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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