Vendas no varejo nos EUA têm queda de 0,1% em julho
da Folha Online
As vendas no varejo nos EUA tiveram uma ligeira queda de 0,1% em julho, marcando o menor resultado desde fevereiro, informou nesta quarta-feira o Departamento do Comércio.
Em fevereiro deste ano as vendas haviam registrado uma queda de 0,5%. A expectativa dos analistas era de estabilidade no mês passado.
O dado deve aumentar os temores entre investidores e analistas sobre a situação da economia americana (que tem no consumo cerca de 70% de toda a sua atividade). No início deste mês, o departamento havia anunciado que os gastos dos consumidores em junho tiveram recuo de 0,2%, após retirados os efeitos da inflação.
Sem o ajuste com a inflação, os gastos tiveram alta de 0,6%, depois de uma alta de 0,8% em maio. Parte expressiva desses gastos, no entanto, não se deveu a compras de mais itens, e sim a maiores desembolsos para pagar por produtos como a gasolina, cujo preço por galão (3,785 litros) chegou a passar de US$ 4,1. No mês passado, o barril chegou a ser negociado em Nova York a US$ 147,27, atual recorde.
Na semana passada, algumas das principais redes varejistas americanas apresentaram resultados divergentes para o mês de julho. Com o efeito positivo dos cheques de restituições de impostos enviados entre abril e junho já se dissipando, os consumidores passaram a procurar mais itens de primeira necessidade em redes que oferecem descontos, deixando de lado itens não-essenciais, como roupas e acessórios.
A rede Wal-Mart anunciou um ganho de 3% nas vendas nas mesmas lojas (abertas há pelo menos um ano) em julho, abaixo do esperado pelos analistas, que previam um aumento de 3,4%. A rede Target registrou uma queda de 1,2% nas mesmas lojas, abaixo da queda de 0,3% esperada pelos analistas. A rede Costco obteve um crescimento de 10% em suas vendas, superando a previsão de 7,8%; excluídas as vendas de gasolina, mesmo assim a Costco teve um crescimento de 6%.
Os analistas estimam que o pacote de estímulo aprovado pelo presidente George W. Bush em fevereiro, de US$ 168 bilhões, deve continuar a exercer um efeito positivo no resultado da economia no terceiro trimestre --no trimestre passado, o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA cresceu 1,9%, contra 0,9% no primeiro. Já no quarto trimestre, quando os efeitos do pacote já tiverem sido assimilados, a economia deve sofrer uma desaceleração significativa.
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