Petróleo fecha em baixa com venda de contratos após passar de US$ 117
da Folha Online
O preço do petróleo fechou em baixa nesta quinta-feira. Os investidores venderam contratos para embolsar os lucros depois de o barril ter fechado ontem em US$ 116 e passado dos US$ 117 hoje.
O barril do petróleo cru para entrega em setembro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), fechou o dia em baixa de 0,85%, cotado a US$ 115,01. O preço máximo atingido pela commodity foi US$ 117,42 e o mínimo, US$ 112,59.
O barril reagiu ontem à queda nas reservas americanas de petróleo e gasolina. O Departamento de Energia divulgou ontem seu relatório de estoques e mostrou que a reserva de petróleo do país caiu em 400 mil barris na semana encerrada no último dia 8, contra uma expectativa de aumento de 500 mil barris. Além disso, a reserva de gasolina, por sua vez, no país caíram em 6,4 milhões de barris, contra uma previsão de queda de 2,2 milhões.
Segundo analistas, o risco de danos aos oleodutos que atravessam a Geórgia vem mantendo os investidores atentos, mas a tendência predominante é a de venda de contratos. Na terça-feira (12) a British Petroleum fechou um oleoduto e um gasoduto na Geórgia como medida de precaução, diante do conflito entre esse país e a Rússia.
A Geórgia tinha acusado a Rússia de bombardear linhas de distribuição de petróleo em seu território, apesar de o governo de Moscou ter negado. Especialistas da BP inspecionaram o oleoduto e o gasoduto informaram que não havia danos causados às instalações. Após esses fechamentos, as opções de exportação de petróleo e gás da BP na zona diminuem no porto russo de Novorossiisk, assim como nos portos georgianos de Batumi e Kuleva, todos eles situados no mar Negro.
Mesmo assim, prevaleceu a tendência de queda, reforçada pela expectativa de que a demanda nos EUA está recuando. Dados do governo americano mostram que de fato a demanda está em baixa e deve abrir mais espaço para novos recuos no preço: na terça-feira (12), a EIA (Administração de Informações sobre Energia, na sigla em inglês, órgão ligado ao Departamento de Energia) informou que a demanda por petróleo nos Estados Unidos caiu em 800 mil barris por dia, em média, no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Foi a maior queda em volume registrada nos últimos 26 anos.
Em seu relatório mensal sobre estimativas, a EIA afirma que a queda na demanda foi provocada pela desaceleração econômica dos Estados Unidos e pelo impacto dos preços altos do petróleo. No dia 11 de julho, o barril chegou ao recorde de US$ 147,27; poucos dias depois, o galão (3,785 litros) de gasolina chegou ao nível recorde de US$ 4,1.
"Estamos em um mercado que tem todos os sinais de que continuará a operar em baixa até que tenhamos alguma prova definitiva de que a demanda irá melhorar, com preços menores dos combustíveis", disse à agência de notícias Associated Press o presidente da consultoria Ritterbusch and Associates, Jim Ritterbusch. "Isso parece ainda estar distante."
Sobre o conflito entre Rússia e Geórgia, Ritterbusch disse que os investidores acompanham a situação com atenção. "Eles estão esperando algum prêmio pelo risco geopolítico", afirmou.
O câmbio entre dólar e euro também vem forçando o preço da commodity para baixo. A moeda americana registrou nova valorização hoje diante da européia: o euro foi negociado hoje a US$ 1,4803 em Nova York, contra US$ 1,4934 de ontem. A perda de valor do dólar era um dos fatores que vinha contribuindo para o declínio dos preços do petróleo desde o dia 11 de julho, quando o barril alcançou o recorde de US$ 147,27.
No último dia 5, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) manteve sua taxa de juros em 2% pela segunda reunião consecutiva; a expectativa dos analistas é de que o Fed venha a manter a taxa até o fim deste ano, mas a inflação continua a preocupar o banco. O BCE e o Banco da Inglaterra (BC britânico), por sua vez, mantiveram neste mês suas taxas de juros (em 4,25% e em 5% respectivamente) --o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, inclusive chegou a dizer que não há uma expectativa de modificar a taxa.
Com o fim do alargamento, ao menos por enquanto, da diferença entre os juros nos EUA e na Europa, o dólar volta a recuperar um pouco do terreno perdido diante do euro --no mês passado, a moeda européia chegou a recordes de valorização diante do dólar, tendo sido comercializada acima de US$ 1,60. O dólar em queda tornava a commodity (que é cotada na moeda americana) mais barata, atraindo mais compradores e pressionando a demanda.
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Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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