Dinheiro
14/08/2008 - 19h52

Banco do Brasil tem alta de 61% no lucro e alcança R$ 4 bi

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da Folha Online

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 3,992 bilhões no primeiro semestre deste ano, uma alta de 61,16% sobre o mesmo período do ano anterior (R$ 2,477 bilhões). A empresa apontou a alienação da participação na Telemar e a eficiência tributária como fatores que fizeram ampliar o lucro da empresa, principalmente no último trimestre. A alta também foi puxada pelo aumento pela carteira de crédito.

O lucro líquido recorrente alcançou R$ 3,022 bilhões no primeiro semestre do ano, ante R$ 2,948 bilhões do mesmo período do ano passado, uma alta de 2,51%

Com o resultado semestral, o Banco do Brasil encosta no Itaú, que apontou lucro de R$ 4,084 bilhões, e no Bradesco, de R$ 4,105 bilhões, que divulgaram seus dados na semana passada.

No segundo trimestre, segundo balanço do banco, o lucro líquido foi de R$ 1,644 bilhão, crescimento de 53,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado (R$ 1,068), mas queda de 30% na comparação com o primeiro trimestre deste ano (R$ 2,347 bilhões). O lucro líquido recorrente foi de R$ 1,463 bilhão, queda de 1,21% em relação ao resultado do mesmo trimestre de 2007 (R$ 1,481 bilhão).

Crédito

A carteira de crédito do banco cresceu 30,9% do segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2007 e atingiu R$ 190 bilhões. Na comparação com o primeiro trimestre, a carteira de crédito cresceu 10%.

Com isso, a participação de mercado chegou a 16,9% no segundo trimestre, contra 16,3% no primeiro trimestre e 16,6% no segundo trimestre do ano passado.

A parcela de crédito para pessoa física atingiu R$ 40,5 bilhões no segundo trimestre, alta de 45,1% sobre o mesmo período do ano passado e de 10,6% sobre o primeiro trimestre deste ano.

Para pessoa jurídica, a carteira de crédito chegou a R$ 78,3 bilhões, uma expansão de 38,9% sobre o mesmo período do ano passado e de 13,2% sobre o primeiro trimestre do ano.

Na modalidade agronegócio (pessoa física), a carteira de crédito do banco atingiu R$ 43,2 bilhões no segundo trimestre deste ano, um aumento de 11,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado e de 6,1% em relação ao primeiro trimestre deste ano.

Financiamento

Os financiamentos liberados pelo banco somaram R$ 40,5 bilhões no segundo trimestre, alta de 45,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre as modalidades, registraram alta o crédito consignado (37,9%), para R$ 14 bilhões, o cartão de crédito (104,9%), para R$ 7,1 bilhões e o financiamento de veículos (173,5%), para R$ 4,7 bilhões.

A inadimplência, segundo o banco, ficou estável em 2,8%.

 

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