Vice-presidente argentino defende mudanças em órgão que mede a inflação
da Efe
O vice-presidente da Argentina, Julio Cobos, aprovou nesta quinta-feira (14) uma mudança no órgão oficial que mede a inflação no país, cuja confiabilidade está sendo seriamente contestada por economistas, associações de consumidores e até por seus próprios empregados.
Cobos disse há uma cobrança por "um método pactuado, claro e transparente" para medir a inflação. "Todos os argentinos querem saber os custos da inflação, da pobreza", afirmou Cobos --que também preside o Senado, na sede do Parlamento.
Apesar da declaração, o presidente interino do país evitou falar sobre a continuidade ou não da polêmico secretário de Comércio, Guillermo Moreno, ao dizer que essa é uma "decisão que cabe à presidente".
A credibilidade dos dados sobre a inflação do Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos) já foi posta em dúvida algumas vezes desde que, em 2007, sua direção introduziu mudanças metodológicas na medição dos preços, os quais, segundo consultores privados, cresceram quase o triplo do informado oficialmente.
Há meses, diferentes setores da oposição exigem a demissão de Moreno, a quem é atribuída a manipulação dos indicadores oficiais.
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