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Dinheiro
19/08/2008 - 09h30

SP volta a pedir à Petrobras ampliação da oferta de gás

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AGNALDO BRITO
da Folha de S.Paulo

A secretária de Energia de São Paulo, Dilma Pena, e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) entregaram na última sexta-feira à diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, novo pedido de ampliação da oferta de gás natural para o setor industrial paulista.

São Paulo quer que a Petrobras feche um compromisso de oferta adicional de gás até 2010.

O objetivo é conseguir as mesmas garantias de fornecimento de combustível obtidas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Pelo acordo, a Petrobras é obrigada a disponibilizar gás para a geração térmica caso necessário. Além disso, o Estado negocia um acordo para assegurar fatia da produção do campo de Mexilhão, localizado na bacia de Santos, para o setor industrial paulista.

A situação em São Paulo é de asfixia. A Comgás, maior concessionária de distribuição de gás natural do país, suspendeu todas as negociações de aumento de oferta com o setor industrial.

A Fiesp tem sido pressionada por setores industriais interessados em investimentos no Estado, mas vetados devido à falta de garantias de fornecimento de gás. Entre os setores com mais problemas, estão as indústrias vidreira, produtora de fertilizante e ceramista.

Demanda

O governo de São Paulo afirma que o Estado precisa de 3 milhões a 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia para atender a atual demanda. As negociações com a Petrobras ainda não foram fechadas. A intenção é conseguir algum volume que pode chegar a 1 milhão de metros cúbicos de gás natural por dia até 2010.

A partir dessa data, a Petrobras promete ter em operação a plataforma do megacampo de gás de Mexilhão, na bacia de Santos.

O campo tem potencial importante, com perspectiva de produção de até 15 milhões de metros cúbicos por dia. O temor de São Paulo é que a exigência de geração elétrica --obrigação da Petrobras-- desvie toda a produção de Mexilhão para a produção de energia elétrica.

A Folha apurou que a intenção de São Paulo é obter da Petrobrás um compromisso semelhante àquele negociado com a Aneel.

Com a garantia de fornecimento de 3 milhões a 4 milhões de metros cúbicos por dia, o setor industrial pode retomar os projetos de investimento, algo que neste momento foi suspendo ante as incertezas quanto à oferta real de gás natural.

 

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