Interesse privado é secundário nas discussões sobre o pré-sal, diz Estrella
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse que a discussão em torno das mudanças no marco regulatório do petróleo não levará em conta o interesse privado. Estrella frisou que a diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que o aproveitamento das riquezas oriundas da camada pré-sal é de "interesse de Estado e público, que se sobrepõe a interesses privados".
"Existem vários interesses públicos e privados envolvidos nessa questão. A Petrobras é uma empresa que tem controle governamental, mas tem acionistas privados, que têm que ser respeitados. Ao mesmo tempo, o aproveitamento dessas riquezas é questão de Estado brasileiro, que independe, e certamente, não vai levar em consideração o interesse privado", afirmou o diretor, que foi homenageado pela Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro).
Estrella lembrou que os contratos já firmados serão respeitados, citando a decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), no ano passado, que retirou os blocos no pré-sal antes do início da 9ª Rodada de licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
O executivo destacou a posição do presidente Lula, de que as riquezas provenientes do pré-sal têm que ser revertidas em benefício do povo brasileiro.
"O presidente já deu a direção, quer dizer, as riquezas provenientes do pré-sal têm que ser aplicadas em benefício de todo o povo brasileiro, e não em benefício de empresa A, B ou C. Ele já marcou e desenhou a orientação", completou.
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1 - Que todos querem participar dos bonus do pré-sal é fácil compreender. Mas vamos imaginar que por uma obra do destino estas operações causem uma enorme catástrofe ecológia e que tenhamos que pagar indenizações alguém ou outro Estado, como Argentina, por exemplo. Pergunto se os Estados brasileiros que ora desejam participar desta boquinha estarão também de acordo em arcar com os riscos (onus).
2 - Será que temos mesmo competência para fazer este tipo de perfuração ? Será que não corremos o risco de desabar o fundo do mar drenando água para o buraco ? Lembrem-se que uma burrada da Russia condenou o mar de Aral a secar.
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