Garibaldi defende criação de estatal para administrar reservas de pré-sal
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), defendeu nesta terça-feira a criação de uma nova empresa estatal para administrar a exploração das reservas de petróleo do pré-sal.
Segundo o peemedebista, a nova estatal teria mais condições de gerir as reservas porque a Petrobras já "cuida de tantos problemas". Garibaldi negou que a empresa seria um novo local para abrigar apadrinhados políticos.
"Creio que sim [que se deve criar uma nova estatal]. Mas minha opinião não tem muitos argumentos. O presidente Lula deve ter mais subsídios para cuidar do assunto. Só que eu acho que o pré-sal é tão importante e tão relevante que poderíamos ter uma nova empresa já que a Petrobras cuida de tantos problemas, então essa [eventual] nova empresa poderia dar uma resposta de pronto para este desafio", disse o senador.
Garibaldi negou que a nova estatal venha se transformar em uma espécie de um local a mais para abrigar indicados e apadrinhados políticos. "Toda vez que se fala em estatal se pensa em empregos fisiológicos, então faz sentido esta preocupação. Mas eu espero que esta empresa, se criada, crie sim muitos empregos, mas para cuidar do pré-sal e não para fisiologismo", afirmou ele.
Para o presidente do Senado, é fundamental que os parlamentares se empenhem em discutir o assunto sobre a gestão das reservas de pré-sal e as eventuais mudanças na legislação do petróleo.
"O Brasil é um país que vai ter outra referência perante o mundo inteiro com essa coisa do pré-sal. Devemos mergulhar de cabeça nessas águas profundas", disse ele.
Na semana passada, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou requerimento que define a realização de uma audiência pública para debater a questão do pré-sal. Ainda não há data para a reunião.
Estrella
O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse hoje que a discussão em torno das mudanças no marco regulatório do petróleo não levará em conta o interesse privado.
Estrella frisou que a diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que o aproveitamento das riquezas oriundas da camada pré-sal é de "interesse de Estado e público, que se sobrepõe a interesses privados".
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Especial


1 - Que todos querem participar dos bonus do pré-sal é fácil compreender. Mas vamos imaginar que por uma obra do destino estas operações causem uma enorme catástrofe ecológia e que tenhamos que pagar indenizações alguém ou outro Estado, como Argentina, por exemplo. Pergunto se os Estados brasileiros que ora desejam participar desta boquinha estarão também de acordo em arcar com os riscos (onus).
2 - Será que temos mesmo competência para fazer este tipo de perfuração ? Será que não corremos o risco de desabar o fundo do mar drenando água para o buraco ? Lembrem-se que uma burrada da Russia condenou o mar de Aral a secar.
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