Brasil deve optar por cápsula de aço para armazenar lixo nuclear
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse nesta terça-feira que é provável que o Brasil opte por um modelo de armazenamento do lixo nuclear em cápsulas especiais de aço, que guardam os rejeitos com segurança por até 500 anos.
O modelo foi apresentado ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e 11 ministros por representantes da Eletronuclear e da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear).
Segundo o ministro, a cápsula poderia ainda ser enterrada, em local que não foi definido. Além disso, ela pode ser transportada com segurança, o que permite o armazenamento fora da usina.
Ao conceder a licença prévia para a construção de Angra 3, o Ibama exigiu que se encontrasse uma solução mais segura e duradoura do que a que existe hoje. Atualmente, o lixo nuclear produzido nas usina de Angra 1 e 2 é armazenado em piscinas de resfriamento dentro da própria usina.
"No momento todo o rejeito é guardado nas proximidades da usina por segurança. O transporte dos rejeitos é que pode causar algum problema", disse Lobão.
Lobão confirmou ainda que quatro novas usinas nucleares deverão ser construídas nos próximos anos, duas delas no Nordeste. Bahia, Alagoas, Pernambuco e Sergipe se propuseram a abrigar as usinas.
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