Marinha inaugura corveta para defender petróleo do pré-sal
ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio
A Marinha do Brasil incorporou à Armada, nesta terça-feira, a corveta Barroso, que demorou 14 anos para ser construída. Segundo a Marinha, a embarcação vai "dar maior proteção aos nossos campos petrolíferos e ampliará o poder de dissuasão do Brasil no mar". Participaram da solenidade, no Rio, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto.
Em função da descoberta de petróleo nas camadas pré-sal, a Marinha também publicou, no último dia 15 de agosto, um edital para a construção, em estaleiro privado nacional, de quatro navios-patrulha de 500 toneladas. Os dois primeiros devem ser entregues em outubro de 2009 e em março de 2010.
A construção da corveta Barroso foi iniciada em dezembro de 1994, no governo Itamar Franco. A demora na conclusão foi resultado principalmente de restrições orçamentárias. A Barroso é a sétima corveta brasileira. Este tipo de navio de guerra é utilizado na escolta de embarcações maiores, como porta-aviões.
A corveta terá dois canhões e sistemas de lançamento de mísseis, torpedos e despistadores de mísseis. Vão atuar na corveta 20 oficiais e 125 praças, sob comando do capitão-de-fragata Luiz Roberto Cavalcanti Valicenti. O projeto de construção da corveta Barroso teve como meta a busca da nacionalização. Cerca de 57% dos sistemas de bordo são de origem brasileira.
A camada pré-sal se estende por cerca de 800 quilômetros, entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado está a profundidades superiores a 5 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal, que segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo. A Petrobras é uma das empresas pioneiras nesse tipo de perfuração.
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1 - Que todos querem participar dos bonus do pré-sal é fácil compreender. Mas vamos imaginar que por uma obra do destino estas operações causem uma enorme catástrofe ecológia e que tenhamos que pagar indenizações alguém ou outro Estado, como Argentina, por exemplo. Pergunto se os Estados brasileiros que ora desejam participar desta boquinha estarão também de acordo em arcar com os riscos (onus).
2 - Será que temos mesmo competência para fazer este tipo de perfuração ? Será que não corremos o risco de desabar o fundo do mar drenando água para o buraco ? Lembrem-se que uma burrada da Russia condenou o mar de Aral a secar.
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