Chávez comemora nacionalização de indústria do cimento e critica imprensa
da Efe, em Caracas
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, comemorou nesta terça-feira a nacionalização da indústria do cimento e condenou o tratamento dado ao assunto pela imprensa local, que qualificou de apátridas. Ontem, o governo expropriou a mexicana Cemex e comprou a francesa Lafarge e a suíça Holcim.
"Nacionalizamos a indústria do cimento, o que passou da hora de acontecer, mas somos apresentados (pela imprensa local) como agressores", disse Chávez durante um ato oficial em Caracas. Com as novas nacionalizações, o governo passa a controlar mais de 90% da indústria de cimento do país.
Com o fim do prazo dado pelo governo para que a Cemex chegasse a um acordo, à meia-noite desta segunda-feira (18), o ministro de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, e trabalhadores e partidários do governo simbolizaram o controle de uma fábrica da Cemex no leste do país e em outras fábricas.
Horas antes, o governo pagou um total de US$ 819 milhões por 89% do capital de Lafarge (267 milhões de dólares) e 85% da Holcim (552 milhões), com as que chegou a acordos amistosos.
Em crítica à imprensa, Chávez disse que essa mídia "apátrida defende os interesses contrários à Venezuela".
Chávez reiterou que o controle da indústria do cimento favorecerá os planos oficiais de construção de casas, "que foram atrasados porque as empresas exportam a maioria de sua produção".
O presidente ainda defendeu que a nacionalização das empresas de cimento é um dos muito "passos em direção ao socialismo", após a nacionalização das empresas de telecomunicações e de energia elétrica, siderúrgico e de projetos no setor petrolífero.
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