Dinheiro
23/08/2008 - 09h53

InBev concluirá fusão em 2008, diz executivo

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SIMONE IGLESIAS
LETÍCIA SANDER
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O presidente mundial da InBev, Carlos Brito, detalhou ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva planos de expansão da empresa a partir da fusão com a americana Anheuser-Busch, que produz a cerveja Budweiser. Segundo Brito, o processo de fusão que tramita nos EUA deverá ser concluído até o fim deste ano. Ele disse crer que a união das cervejarias não enfrentará problemas legais porque ocorre de forma amigável e bem negociada.

"Estamos otimistas porque achamos que [a fusão] é um passo natural. O processo está sendo analisado pelos órgãos antitruste americanos, e, na nossa previsão, até o fim do ano estará tudo ok", disse Brito. Segundo o executivo, a união das cervejarias proporcionará ganhos de escala em negociação com fornecedores e permitirá a expansão da marca Budweiser. O valor da operação é de US$ 52 bilhões, pagos à vista pela InBev pela Anheuser-Busch.

A união da duas empresas resultará na terceira maior companhia de bens de consumo do mundo, atrás apenas da Procter&Gamble e da Nestlé.

Brito negou que a lei brasileira que proíbe o consumo de bebidas para quem dirige esteja prejudicando os negócios da empresa. Questionado se a legislação vai levar à abertura do mercado para chope sem álcool e bebidas similares, disse que a InBev sempre apoiou medidas de consumo responsável. "Sem dúvida [que a lei abre mercado para o chope sem álcool]. A lei promove o consumo responsável, há cinco anos doamos bafômetros para a polícia rodoviária", afirmou, contabilizando que no período foram distribuídos 60 mil aparelhos.

Competição

Brito elogiou a gestão do presidente Lula para o setor. Segundo ele, o atual governo tornou a competição entre as empresas "muito mais equilibrada", reduziu a informalidade e melhorou o ambiente de negócios. Afirmou ainda que, dos R$ 5 bilhões em investimentos programados em 2007 pela InBev, cerca de R$ 1,5 bilhão já foi aplicado e que os demais R$ 3,5 bilhões serão investidos no prazo estabelecido pela empresa, até 2012. Questionado se está prospectando negócios na América Latina, Brito desconversou: "Quando isso ocorrer, vocês saberão".

 

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