Apesar de juros, volume de crédito no país bate recorde e alcança 37% do PIB
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
Apesar da taxa de juros para pessoa física chegar a nível mais alto desde janeiro de 2007, o volume de crédito na economia brasileira alcançou o patamar recorde no mês passado ao atingir 37% do PIB (Produto Interno Bruto), com R$ 1,086 trilhão.
O volume de financiamentos cresceu 1,7% no mês e acumula alta de 32,7% em 12 meses, de acordo com o Banco Central. No mês anterior, o crescimento em 12 meses estava em 33,4%, o que significa que houve uma leve desaceleração na alta entre junho e julho.
Em termos percentuais, o recorde do volume de crédito era de janeiro de 1995, quando estava em 36,8% do PIB. A expectativa do BC é que o percentual de crédito termine o ano em 40% em relação ao PIB.
O governo já manifestou o desejo de que o crédito desacelerasse e crescesse a taxas abaixo de 30%, para ajudar no controle da inflação. Várias medidas já foram tomadas para que isso ocorra, como aumento de impostos e juros.
O aumento do crédito foi puxado pelo crescimento de 2,3% nos empréstimos para pessoas físicas, e alta de 1,5% para financiamento das indústrias. O crédito para pessoa jurídica subiu 1,3% no mês de julho e 40,9% nos últimos 12 meses.
Juros
A taxa média de juros para pessoa física passou de 49,1% para 51,4% em julho, ficando no maior patamar desde janeiro de 2007. Os juros das empresas também apresentaram alta, de 26,6% ao ano para 27,5% ao ano.
A taxa geral (pessoa física + jurídica) passou de 38% para 39,4% ao ano.
Leia mais
- Juros bancários atingem maior patamar desde janeiro de 2007, diz BC
- Rentabilidade de bancos no país supera a dos EUA
- Previdência defende manutenção do juro do crédito consignado
- Presidente da Anbid defende continuidade da alta dos juros
- Juros do cheque especial e empréstimos sobem em agosto, afirma Procon
Livraria da Folha
Especial


