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Dinheiro
25/08/2008 - 14h10

Inflação mais alta afeta o nível de consumo de 80% das famílias

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A inflação está afetando o nível de consumo de cerca de 80% das famílias brasileiras, de acordo com levantamento especial feito pela Sondagem de Expectativas do Consumidor de agosto, da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Entre as famílias com renda menor, a mudança do ritmo de consumo chega a quase 88% dos entrevistados.

Entre os entrevistados, 44,5% admitiram que estão trocando produtos e serviços por outros mais baratos; outros 35,4% afirmaram que estão procurando diminuir gastos de consumo por cautela, em função do cenário inflacionário; e 20,1% disseram que continuam comprando as mesmas coisas, e mantendo o padrão de consumo.

Entre as famílias com renda de até R$ 2.100, 51% declararam que estão procurando produtos e serviços mais baratos; 36,8% estão procurando diminuir gastos, e apenas 12,2% continuam com o mesmo padrão de consumo.

Alta renda

Já entre os consumidores com renda familiar superior a R$ 9.600, 27,6% disseram não ter alterado o nível de consumo; 36,5% admitiram que estão tentando diminuir os gastos por cautela, e 35,9% afirmaram estar procurando substituir produtos e serviços por outros mais baratos.

Os gastos com alimentação são a principal influência no orçamento de 61,6% dos entrevistados pela FGV. Os custos das tarifas públicas (energia, água, telefonia) foram destacados por 22,9% das pessoas ouvidas, e 10,3% apontaram os gastos com serviços em geral como o de maior impacto em seus orçamentos.

Entre as famílias com renda de até R$ 2.100, 66,8% destacaram os custos da alimentação. Já os gastos com tarifas públicas foram os mais impactantes em 14,3% das famílias dessa faixa de renda.

Nas famílias com renda mais elevada (acima de R$ 9.600), a alimentação tem a maior influência no orçamento de 54,7% dos entrevistados, mas os gastos com tarifas públicas tiveram mais destaque no orçamento de 31,2% dos consultados.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (235) 04/06/2009 10h53
Eduardo Giorgini (235) 04/06/2009 10h53
"Preço da cesta básica sobe em 15 de 17 capitais pesquisadas"
Aumento do consumo em relação à oferta.
Fortalecimento do mercado interno é muito necessário em época de crise.
Em ato muito bem visto pelo governo de São Paulo é o investimento em incubadoras de empresas com equipamentos. Isso ajuda o desenvolvimento.
7 opiniões
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Renato Ferreira da Rocha (2) 22/05/2009 10h34
Renato Ferreira da Rocha (2) 22/05/2009 10h34
É Fabio que tal aumentar em 500% tambem a carne? Consumir carne demais aumenta o colesterol... Ou então aumentar em 500% o preço da cerveja? Não fumo há mais de 5 anos mas o que ainda me surpreende como a virulencia antitabagista consegue passar medidas ditatoriais e autoritárias como se fossem medidas necessarias. E o pior é que tem gente como você que caí nessa. 19 opiniões
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Fábio Trindade (1) 06/05/2009 11h30
Fábio Trindade (1) 06/05/2009 11h30
O preço do cigarro está altamente elevado, mas o correto seria se aumentasse ainda mais, uns 500%. Quem sabe assim o pessoal larga esse mau que já matou e continua matando em grande escala. Depois desse último aumento eu criei vergonha e parei de fumar, façam isso também... O que a gente não precisa deve ser cortado, e devemos parar também de dar dinheiro pra esse povo, como diz o nosso amigo com relação ao petróleo, deveríamos revolucionar esse país, tem muita coisa pra melhorar ao invés de ficar brincando de banqueiro. 20 opiniões
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