Vendas de casas novas nos EUA têm crescimento inesperado em julho
da Folha Online
As vendas de casas novas nos EUA em julho tiveram um crescimento inesperado de 2,4%, chegando a uma taxa anualizada de 515 mil unidades, informou nesta terça-feira o Departamento do Comércio.
A expectativa dos analistas do setor era de uma queda neste mês. Os descontos oferecidos para atrair compradores conseguiram dar algum ânimo às vendas.
O resultado de junho, no entanto, foram revistos para baixo, ficando em uma taxa anualizada de 503 mil unidades, a menor desde setembro de 1991. Em junho, as vendas haviam registrado uma queda de 0,6%, para uma taxa de 530 mil unidades.
Ontem a NAR (Associação Nacional dos Corretores de Imóveis, na sigla em inglês) informou que as vendas de casas já existentes nos EUA tiveram uma alta de 3,1% em julho. Segundo a associação, as vendas atingiram um patamar anualizado de 5 milhões de unidades. A expectativa dos analistas era de uma alta de 1,6%. Na comparação com julho de 2007, no entanto, as vendas ainda estão 13,2% menores.
Já os estoques de imóveis cresceram 9,3% até o fim do mês passado, atingindo um nível recorde de 4,67 milhões de unidades --o que representa 11,2 meses de vendas, ao ritmo de julho. "Os estoques continuam altos (...) As construtoras precisam continuar a reduzir a produção", disse o economista da NAR, Lawrence Yun.
Hoje, o índice S&P/Case-Shiller --um dos de maior peso no mercado imobiliário americano-- mostrou que os preços dos imóveis residenciais nos EUA tiveram uma queda recorde, de 15,4% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2007.
O índice referente aos preços nas 20 principais regiões metropolitanas do país caiu 15,9% em junho, na comparação com junho do ano passado, maior queda desde o início da pesquisa nessa modalidade, em 2000. Já o índice referente a preços nas 10 maiores regiões metropolitanas caiu 17%, maior desde que surgiu a apuração nessa modalidade, há 21 anos.
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