PIB do agronegócio cresce 4,96% em cinco meses
da Folha Online
O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas) do agronegócio acumula crescimento de 4,96% de janeiro a maio deste ano. O destaque foi o setor de insumos, com um resultado acumulado de 10,37% no ano.
Segundo estimativas da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), os insumos para a agricultura cresceram 2,79% em maio, enquanto os insumos pecuários atingiram taxa de 1,75%, acumulando alta de 12,4% e 7,58% no ano.
Em maio, o preço real dos fertilizantes estava 56,29% mais alto do que em maio do ano passado, enquanto o volume de produção expandiu 3,48%. No caso das rações, o crescimento do preço real foi de 17,9%, em maio, comparado a maio de 2007, enquanto o volume produzido registrava alta de 8,34%.
Preços
O aumento do volume de produção agrícola e os preços pecuários sustentam o crescimento do PIB da produção primária. A agricultura acumula, no ano, crescimento de 9,90% em conseqüência, basicamente, da expansão do volume produzido de 8,30%.
O segmento primário da pecuária cresceu 5,63% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano. Leite e carne bovina se destacam no segmento em conseqüência da expansão dos preços. Carne suína e ovos seguem com preços firmes.
Exportações
As exportações do agronegócio atingiram US$ 7,9 bilhões em julho, somando US$ 41,7 bilhões nos sete meses do ano, valor que supera em 30% o total das exportações do setor no mesmo período do ano passado.
O recorde histórico foi influenciado basicamente pelos altos preços dos alimentos. O aumento dos preços internacionais favoreceu especialmente as exportações do complexo soja. Embora a quantidade exportada tenha aumentado apenas 7,9%, a elevação em 63,6% dos preços garantiu a exportação recorde de US$ 11,9 bilhões, o que representa um aumento de 76,6% em relação aos valores do mesmo período de 2007.
Com bons resultados nas carnes de aves, bovina e suína, o complexo carne é o segundo maior segmento exportador do agronegócio brasileiro. As exportações de carne de frango cresceram 45,5% no acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2007, atingindo US$ 3,7 bilhões, em conseqüência de quantidades e preços maiores.
Os crescentes embarques de álcool contribuíram para a pequena recuperação do setor sucroalcooleiro, que vinha sofrendo quedas nas exportações em decorrência dos baixos preços do açúcar e do álcool. As exportações do setor atingiram US$ 3,8 bilhões, de janeiro a julho, com crescimento de 3,5% em comparação a 2007.
Importações
O câmbio favorável e o aquecimento do consumo doméstico também favoreceram o crescimento das importações, que somaram US$ 6,8 bilhões, de janeiro a julho deste ano, o que representa um aumento de 44,7% em relação ao mesmo período de 2007.
Novamente, os altos preços internacionais determinaram o resultado. No caso do trigo, responsável por um quinto do total das importações do setor, houve um crescimento de 41,8% em relação a 2007, somando US$ 1,2 bilhão.
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