Desemprego em SP registra leve alta em julho, aponta Dieese
da Folha Online
O desemprego na região metropolitana de São Paulo ficou em 14,1% em julho, ante 13,9% em junho, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta quarta-feira. Apesar da leve alta, trata-se da melhor taxa para julho desde 1996.
Já a taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país --Belo Horizonte, Distrito. Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo-- ficou estável em 14,6% em julho frente ao mês anterior, segundo os mesmos dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego). É a menor para o mês desde 1998.
No mês passado, o contingente de desempregados nas seis regiões foi estimado em 2,933 milhões de pessoas, 34 mil a mais que em junho. As ocupações geradas (119 mil) não foram em quantidade suficiente para absorver a entrada de pessoas no mercado de trabalho (153 mil).
Já o número de ocupados nas seis regiões foi calculado em 17,123 milhões de pessoas, e a PEA (População Economicamente Ativa) em cerca de 20,056 milhões.
Na regiões metropolitanas, a taxa caiu no Distrito Federal (16,9% para 15,8%), em Belo Horizonte (de 9,9 para 9,6%) e Salvador (20,6% para 20,4%). Por outro lado, o desemprego subiu em Recife (20,6% para 21,6%), além de São Paulo. Em Porto Alegre houve estabilidade em 11,9%.
São Paulo
No mês passado, o contingente de desempregados foi estimado em 1,487 milhão de pessoas em São Paulo -- 27 mil a mais do que em junho.
O nível de ocupação (9,06 milhões) em São Paulo em julho cresceu 0,2% em relação ao mês anterior (9,042 milhões).
Por setor, houve crescimento de 0,2% no comércio e 6,6% em outros setores. A indústria e serviços registraram queda de 0,3% e 0,9% respectivamente.
Renda
Em São Paulo, a renda dos ocupados e assalariados em junho caiu para R$ 1.205 e R$ 1.282, respectivamente. Em relação ao ano passado, os rendimentos médios reais de ocupados cresceram 2,5%, e dos assalariados subiram 3%.
Já no conjunto das seis regiões, entre maio e junho deste ano, o rendimento médio real dos ocupados e dos assalariados teve alta de 0,7% e 1%, respectivamente. Em valores monetários, os rendimentos passaram a R$ 1.154 e R$ 1.238.
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