Setubal participou da vida política como prefeito e ministro
da Folha Online
Paulistano nascido a 16 de abril de 1923, o banqueiro Olavo Egydio Setubal, que morreu hoje aos 85 anos, participou da vida pública e política do país, além de comandar uma das maiores instituições financeiras brasileira, o Itaú. Foi prefeito de São Paulo e ministro das Relações Exteriores.
Filho do escritor e poeta Paulo Setubal e de Francisca de Souza Aranha Setubal, Olavo perdeu o pai aos 14 anos, passando a ter como referência o tio Alfredo Egydio de Souza Aranha.
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| João Sal/Folha Imagem |
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| O empresário Olavo Egydio Setubal morreu aos 85 anos em São Paulo; veja fotos |
Formado em engenharia em 1945, pela Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), trabalhou como professor-assistente no Instituto de Pesquisas Tecnológicas.
Na mesma época, em 1947, ao lado do amigo de turma Renato Refinetti, fundou a Deca, fabricante peças de fechadura e de torneiras. Em 1953, a companhia adquiriu uma indústria de válvulas de descarga.
Com o sucesso, foi chamado pelo tio no fim dos anos 50 para salvar o Banco Federal de Crédito, então com problemas financeiros. Assim, firmou de vez sua carreira como banqueiro ao assumir a direção da instituição em 1959, após a morte do tio.
Nos anos 60, percebeu que o único modo de expandir os negócios era a partir de fusões e compras. Em 1964, comprou o Itaú, cujo forte eram os clientes da área rural em Minas Gerais. Nos anos 70, após mais aquisições (como dos bancos Sul Americano, América, Aliança, Português do Brasil e BUC), ele já era o segundo maior banqueiro do país.
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| Olavo Egydio Setubal foi prefeito de São Paulo entre 1975 e 1979; veja fotos |
Olavo Setubal assumiu a presidência do Grupo Itaú em 1979, permanecendo José Carlos Moraes Abreu como diretor geral. Em 2001, assumiu a presidência do Conselho de Administração da holding Itaúsa e, em 2003, do Banco Itaú Holding Financeira, onde ficou até os últimos dias de sua vida.
Política
No início de 1975, a partir do convite do governador Paulo Egydio Martins, assumiu o cargo de prefeito de São Paulo.
Antes disso, na área pública, tinha sido diretor do Banespa, então um banco estatal em 1962 e, entre 1965 e 1967, integrara o conselho de empresários que assessorou o então ministro da Indústria e do Comércio do governo Castello Branco, Paulo Egydio Martins.
Como prefeito, foi Setubal quem autorizou a demolição do edifício Mendes Caldeira pelo então inédito método de implosão, fato que paralisou a cidade em novembro de 1975. A demolição era necessária para a construção da Estação Sé, concluída em fevereiro de 1978.
Mais tarde, atuou ao lado de Tancredo Neves, articulando a criação do Partido Popular. Convidado pelo então presidente eleito, em 1985 Setubal foi nomeado ministro das Relações Exteriores.
Após um ano decidiu abandonar a pasta, pois pretendia concorrer ao governo do Estado de São Paul, mas acabou desistindo da candidatura e abandonou a vida pública, retomando suas atividades no Itaú.



