Dinheiro
27/08/2008 - 11h20

Veja frases de Olavo Setubal sobre política, economia e São Paulo

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da Folha Online

Leia abaixo declarações do empresário Olavo Egydio Setubal, presidente do conselho de administração da Itaúsa, que morreu na manhã desta quarta-feira, na cidade de São Paulo, aos 85 anos.

O velório será realizado no Centro Empresarial Itaúsa, no Jabaquara, a partir das 16h de hoje até as 10h de quinta-feira. O corpo será cremado amanhã, em cerimônia privativa para os familiares.

Olavo Setubal deixa a mulher, Daisy Setubal, e os filhos Paulo, Maria Alice, Olavo Jr., Roberto, José Luiz, Alfredo e Ricardo, noras e 19 netos.

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"A distribuição de renda gerou dois países: o país rico e o país pobre. O país rico, principalmente a classe média, não quer pagar para que os pobres atinjam um nível maior de desenvolvimento, e os ricos são muito difíceis de tributar. Os ricos investem os seus recursos, e o país precisa desse investimento. E a classe média já não agüenta mais tanto imposto", na Folha, em 15/04/2005.

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"Juros, como disse o meu amigo Fernão Bracher, que deixou a presidência do Banco Itaú BBA, em entrevista recente, ninguém ainda descobriu um método rápido de baixar, mas precisa baixar no Brasil", idem.

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"É bom a gente chegar a essa idade [82], tranqüilo com as coisas em volta e poder olhar tudo e não dar conselho a ninguém porque sabe que é muito difícil governar em qualquer nível: municipal, estadual ou federal", idem.

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"Havia uma grande dúvida se o PT era um partido de esquerda, e o governo Lula acabou sendo um governo extremamente conservador. Hoje em dia, é muito comum as pessoas falarem, inclusive o Lula, que ele encontrou o país quebrado e depois melhorou", em entrevista à Folha, publicada em 13/08/2006.

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"O Brasil melhorou em tudo. Quando eu era menino e estava na escola, o Brasil era muito mais colonial do que hoje. É ilusão pensar que antigamente as coisas estavam bem, inclusive a economia. Tudo era modesto, caipira. O país melhorou muito, o ensino, a ciência e a tecnologia, tudo é melhor. Só não está melhor a segurança pública, essa piorou.", idem.

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"Não sei se não aumentou. Ela é alta hoje. Mas, como o Brasil é mais rico, como o Brasil é mais desenvolvido, a corrupção também aumentou na mesma proporção. O Brasil também não está só. No mundo inteiro, a corrupção é grande. Mas, em matéria de corrupção, os países latinos são maiores. O Brasil não é o país mais corrupto do mundo, mas, certamente, não é o menos corrupto", sobre corrupção.

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"Desse primeiro dia, uma coisa que lembro muito é que eu estava andando com o Otávio [Pereira de Almeida, secretário de Obras Públicas] e fomos em direção a onde é o jornal 'O Estado de S. Paulo'. De repente, nós entramos num lugar e foi uma lição para o prefeito urbano, que era eu. Eu vi uma correria e perguntei: 'O que é isso?' e me responderam: 'Ah, é porque estão matando um porco e eles pensam que é a prefeitura que vem apreender'. Então, eu fiquei sabendo que na periferia de São Paulo se matava porco na rua e se dividia a carne entre as pessoas. Foi a minha primeira lição da realidade da periferia", sobre sua passagem como prefeito de São Paulo (1975 a 1979).

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"São Paulo é uma Suíça cercada de Biafras. O desafio é transformar as Biafras em Suíças", em 28/01/1986.

 

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