Governo estuda leilão para a contratação de energia eólica
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O Ministério de Minas e Energia estuda fazer em 2009 um leilão para a contratação de energia de empreendimentos eólicos, informou nesta quarta-feira o presidente EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim.
Como essa energia é mais cara, segundo Tolmasquim a idéia é incentivar os empreendimentos e viabilizar a construção de novas usinas com um leilão exclusivo, já que, em leilões conjuntos com hidrelétricas e termelétricas, os empreendimentos eólicos não conseguem vender energia.
"Para viabilizar a energia eólica, tem que ser um leilão específico porque ela é muito mais cara do que as demais mesmo com a legislação que dá incentivos. É uma questão de desenvolvimento tecnológico, de diversificação da matriz energética", afirmou, durante evento promovido pela Abraceel (Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica) para comemorar os 10 anos do mercado livre de energia elétrica.
De acordo com Tolmasquim, os estudos estão levantando gargalos do setor, como problemas na compra de equipamentos e dificuldades de conexão à rede eólica. Ele informou que alguns investidores reclamam que estão tendo que esperar até quatro anos por equipamentos, o que acaba com uma das vantagens da energia eólica que é a rapidez na construção das usinas --de um a dois anos.
Tolmasquim não quis adiantar o preço-teto de um possível leilão, mas lembrou que o preço de mercado dessas usinas é de R$ 180 MWh a R$ 220 MWh, bem acima dos R$ 140 pagos em média por energia térmica.
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