Dinheiro
28/08/2008 - 15h46

Mudanças podem frear crescimento com pré-sal, diz petrolífera norueguesa

CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O presidente da petrolífera norueguesa Norse Energy, Kjetil Solbreakke, alertou nesta quinta-feira sobre o risco de a discussão política em torno de mudanças no marco legal do petróleo "destruir" a oportunidade de crescimento do país nos próximos anos.

O executivo disse nunca ter visto chance para que um país pudesse dar um passo tão grande, e estimou que o potencial de produção brasileiro supera o do golfo do México.

Solbreakke defendeu a manutenção do modelo de concessões de áreas com potencial exploratório, destacando que a regra brasileira é similar à da Noruega, no qual, segundo frisou, há diversidade de empresas e o Estado controla uma empresa estatal.

"Qualquer mudança não seria na direção do sistema norueguês, que é algo que já existe no Brasil", afirmou, durante evento promovido pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

A Noruega também adota modelo de concessão, mas tem uma empresa estatal de investimentos -- Petoro -- que controla e aplica as receitas extraordinárias.

O executivo lembrou que já previa, há três anos, que o Brasil tinha um grande potencial exploratório, com relevância superior ao do Golfo do México.

"Achavam que eu estava exagerando, mas não há dúvidas que a produção offshore (no mar) brasileira vai ser mais importante que a do Golfo do México", ressaltou.

A Norse Energy estima que os investimentos da companhia no país poderão superar US$ 1 bilhão entre 2009 e 2014. A companhia detém a concessão de blocos na bacia de Santos, que podem ter reservas próximas a 250 milhões de boe (barris de óleo equivalente).

A principal expectativa, segundo o diretor de Exploração e Produção da companhia, Milton Franke, é sobre as áreas de Sabiá e Jandaia, cujo potencial estimado é de 215 milhões de boe. Ele ressaltou, no entanto, que o trabalho exploratórios nos blocos, adquiridos na 9ª Rodada em 2007, ainda não foram iniciados.

"São avaliações bastante preliminares, é algo que se imagina que possa ter lá", observou.

Atualmente, a Norse tem produção de 5,4 mil boe/dia nos campos de Coral (óleo) e Manati (gás). Neste último, a Norse tem 10% de participação, tendo como sócia majoritária a Petrobras.

A previsão é que a produção da companhia de origem norueguesa suba para um patamar entre 20 mil boe/dia e 25 mil boe/dia em 2012, principalmente com a entrada do campo de Cavalo-Marinho, situado em águas rasas na bacia de Santos, cujas reservas provadas são de 25 milhões de boe. Franke acrescentou que essas reservas podem chegar a 40 milhões de boe, sendo o óleo leve.

Comentários dos leitores
T. Morimoto (285) 18/11/2008 01h11
T. Morimoto (285) 18/11/2008 01h11
Lembro q qdo. Maluf fez a PetroPaulo (do Est.SP) e quiz procurar petróleo na bacia de Santos, disseram q era "maluquice dele", destruiram a PetroPaulo, e não deixaram pesquisar. Só conseguiu perfurar em vários pontos do Est.SP, onde havia somente "água quente". Agora, vejo q o Maluf tinha razão, qdo. desconfiava q tinha petróleo sim, na bacia de Santos. sem opinião
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Saulo Mundim Lenza (283) 11/11/2008 20h49
Saulo Mundim Lenza (283) 11/11/2008 20h49
Esse diretor aí o Estrella, não sabe o que fala.
Todo mundo sabe que a Petrobras não tem potencial econômico para explorar o pré-sal.
Então de onde virá o dinheiro?
Do céu?
E como é arrogante o moço hein?
Até parece gente importante!!!
4 opiniões
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Saulo Mundim Lenza (283) 11/11/2008 20h45
Saulo Mundim Lenza (283) 11/11/2008 20h45
Huummmmm, pré-sal outra vez?
Conta outra PTzada, esta já está velha demais
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