Dinheiro
29/08/2008 - 10h57

Governo deve se esforçar em adaptar Lei do Petróleo ao invés de trocá-la, diz IBP

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O presidente do IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), João Carlos de Luca, disse nesta sexta-feira que o governo deve esgotar todas as tentativas de adaptar o atual modelo regulatório do setor de óleo e gás do país.

O executivo, que representa 71 empresas do setor, reconheceu que o governo tem "o direito soberano" de fazer ajustes nas regras, mas sugeriu que as possíveis mudanças sejam feitas por decretos, sem que se altere a Lei do Petróleo.

"O governo pode auferir recursos nos dois modelos [concessão ou partilha de produção]. A indústria trabalha com diversos modelos no mundo. Estamos prontos para colaborar independentemente das regras escolhidas", disse Luca durante a abertura do seminário "Os desafios do pré-sal", realizado no Rio.

Luca ressaltou que é necessário serenidade e prudência nos debates e que não se pode desconstruir o que foi conquistado ao longo dos dez anos em que a atual lei está em vigor.

O presidente do IBP acrescentou ainda que a Petrobras tem que ser fortalecida e que as discussões em torno do pré-sal não podem paralisar os leilões de blocos de exploração de petróleo pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), para outras áreas.

Já o diretor do Centro de Economia Mundial da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Carlos Geraldo Langoni, afirmou que o principal desafio para o pré-sal é mobilizar os recursos necessários para que as áreas em questão comecem a produzir. Segundo o economista, estima-se que serão necessários US$ 600 bilhões ao longo dos próximos 15 anos.

Ele ressaltou que é impossível que o estado arque sozinho com essa demanda de investimento. "Não dá para imaginar um modelo com dependência excessiva do estado", disse.

Langoni observou ainda que o pré-sal é uma oportunidade única para confirmar a elevação da taxa de investimento brasileira. Ele lembrou que a descoberta da área aconteceu em um momento em que a economia já está consolidada, ao contrário de outros países.

"Em outros países, a descoberta se deu na fase inicial de desenvolvimento econômico, o que levou a uma dependência excessiva do petróleo. No Brasil, é um complemento da indústria sólida e consolidada", explicou.

O ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso, ao ser questionado no evento se o governo errou na estratégia de antecipar o debate político em torno do pré-sal, disse que a mobilização exagerada é momentânea. "Todo mundo tem o direito inalienável de falar besteira", disse.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
O que me intriga nessa história toda de energia limpa, não é outra coisa senão algumas nações teimarem em "queimar" combustíveis fósseis, possibilitando o crescente acúmulo de CO2 na atmosfera, elevando o alargamento, provocando o efeito estufa, da camada de ozônio, etc., etc. Se querem "limpar" o mundo, que pesquisem e utilizem, urgentemente, os biocombustíveis, a energia solar e a eólica. É um verdadeiro paradoxo. sem opinião
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O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
Preço do petróleo tem forte recuo com alta do dólar...
Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Essa declaração do Aécio só vem confirmar a grande admiiração que tem pelo Presidente Lula. Ele que já havia dito assim ;
EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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alexandre bakunin (110) 25/11/2009 17h55
alexandre bakunin (110) 25/11/2009 17h55
Tenho duas dúvidas e espero que os colegas me esclareçam:
1 - Que todos querem participar dos bonus do pré-sal é fácil compreender. Mas vamos imaginar que por uma obra do destino estas operações causem uma enorme catástrofe ecológia e que tenhamos que pagar indenizações alguém ou outro Estado, como Argentina, por exemplo. Pergunto se os Estados brasileiros que ora desejam participar desta boquinha estarão também de acordo em arcar com os riscos (onus).
2 - Será que temos mesmo competência para fazer este tipo de perfuração ? Será que não corremos o risco de desabar o fundo do mar drenando água para o buraco ? Lembrem-se que uma burrada da Russia condenou o mar de Aral a secar.
sem opinião
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Euclydes Uchôa (6) 25/11/2009 10h13
Euclydes Uchôa (6) 25/11/2009 10h13
Dos comentários do Sr. Governador do RJ deduzimos que:a) o mesmo JAMAIS terá capacidade de ser Presidente da República, pois seu País é o RJ;b)JAMAIS terá o alcance da igualdade entre os povos, pois sequer a quer praticada em seu País;c) É um "garotinho" egoísta e mimado, pois só quer o apoio do 'resto" dos Estados qd é para o Rio sediar jogos Pan Americanos e Olimpíada. d) Não tem visão alguma de admnistração: funcionário público e aposentados existe em todo Brasil(Meu Deus, que egoísmo).e) Deseja sim aumentar a tão sofrida divisão de renda existente em nosso País. sem opinião
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José Sanchuk (2) 25/11/2009 09h44
José Sanchuk (2) 25/11/2009 09h44
A questão é que na hora que for vender o petroleo o país membro da opep pode boicotar o petroleo brasileiro baixando o preço do seu produto, pois todo seu petroleo é de superficie, portanto muito mais barato para ser produzido. Qual será o preço do nosso petroleo para retirar no pré-sal, no minino o doblo dos paises da opep, quem garante que havera mercado para todos os produtores, muito deles gasta muito e precisa fazer mais caixa, como muito comprador esta diminuindo sua compra, haverá sobra de petroleo pois com a nova onda é proteger o meio ambiente se usara fontes menos poluidoras, o Rio tem o direito de pedir pois esta em seu dominio. sem opinião
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