Regras sobre unificação do pré-sal podem atrasar produção, dizem empresas
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Representantes do setor privado de petróleo e gás manifestaram nesta sexta-feira, em evento no Rio, preocupação em relação à possibilidade de o processo de unitização das reservas da camada pré-sal atrasar o início da produção da área.
O presidente da Devon, Murilo Marroquim, disse que a prática mundial determina que não se deve iniciar a produção até que as definições sobre a possível unitização sejam concluídas.
A Petrobras suspeita que os blocos de petróleo da camada pré-sal estejam interligados. A estatal já declarou, porém, que é possível começar a produção antes da definição sobre a unitização. No caso, as outras empresas que têm direitos de exploração de blocos vizinhos seriam compensadas futuramente.
A preocupação de Marroquim foi manifestada também pelo diretor da BP (British Petroleum) Ivan Simões Filho. Ele admitiu, no entanto, que a idéia da Petrobras de compensar os parceiros no futuro pode ser admitida no país.
Os dois executivos criticaram ainda a discussão em torno de uma regra única para todas as áreas com reservas no pré-sal. Simões explicou que tal camada tem características diferenciadas pela área em que se estende.
A camada pré-sal se estende por cerca de 800 quilômetros, entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado está a profundidades superiores a 5 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal, que segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.
Simões lembrou que já foram perfurados 150 poços no pré-sal na Bacia de Campos, mas que apenas 10% desses poços obtiveram retorno comercial. "A regra única não faz sentido. Ela tem que ser adaptada a diversas circunstâncias."
O executivo acrescentou que o setor privado ainda não foi chamado para participar dos debates na comissão interministerial que avalia as possíveis mudanças nas regras de exploração da área e na lei do petróleo no Brasil.
O setor privado defende ajustes no atual modelo de exploração do petróleo, com ajustes nas regras e na tributação.
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A bancada do nordeste, unida, promeveu uma distribuição de renda compulsória a dois estados da federação.
Mesmo um estado com o tamanho da bancada como a de São Paulo,não resistiria a bancada nordestina.
O Rio e ES ficaram isolados e acuados.
Isso intensificará a desuniao das bancadas do sul e sudeste.
Novas crises federativas ainda poderão surgir, novas iniciativas da bancada do nordeste poderão por em cheque o equilibrio federativo, em outras questões.
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