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Dinheiro
29/08/2008 - 17h37

Empresas privadas contestam Petrobras e dizem que há risco no pré-sal

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Apesar de a Petrobras garantir que praticamente não há risco exploratório no pré-sal, representantes do setor privado disseram nesta sexta-feira que a exploração na camada ultra-profunda envolve riscos inerentes ao segmento.

Representante do comitê de Exploração e Produção do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e presidente da Devon Energy, Murilo Marroquim frisou que a exploração no pré-sal pode ter custos além do previsto, além de os reservatórios não terem a performance esperada.

"O pré-sal não tem risco? Há risco, sempre há. Especialmente em reservatórios pouco conhecidos. Já houve exemplos no país, de se esperar algo e não ser tudo aquilo que se pensava", afirmou.

O alardeado baixo risco do pré-sal é uma das alegações dos defensores de mudanças no modelo regulatório. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) foi a voz dissonante no seminário 'Os desafios do pré-sal', realizado nesta sexta-feira, no Rio, e comentou que o risco na área ultra-profunda na bacia de Santos não é tão alto. Mercadante reconheceu que há desafios logísticos, em função de o óleo estar em áreas situadas a quase 300 quilômetros da costa.

"Se alguns riscos que foram apresentados aqui forem levados a sério, podemos terminar o debate e as empresas devolvem seus blocos", ironizou.

O parlamentar defendeu que os blocos do pré-sal e no entorno da área continuem fora das licitações promovidas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Mercadante criticou ainda os preços pagos pelos blocos do pré-sal nas rodadas passadas, classificando-os de irrisórios e insignificantes.

De acordo com o senador, todos os blocos do pré-sal que já tiveram descobertas foram adquiridos por R$ 345 milhões. Por Tupi e Iara, a Petrobras e parceiros pagaram R$ 15 milhões. Já a área de Caramba foi leiloada por R$ 283 mil.

"Todo mundo fala do bônus como uma coisa absolutamente fantástica que o Estado brasileiro teria recebido nessas concessões. Não foi o que aconteceu no pré-sal. Evidente que não se imaginava que era o que é ou quem imaginava não contou. Mas os bônus são absolutamente insignificantes", observou.

A posição de Mercadante foi contestada pelo seu companheiro de partido, senador Delcídio Amaral (PT-MS), que avaliou que os riscos na época em que os blocos foram adquiridos eram altos, já que não se tinha certeza sobre a ocorrência de óleo na camada pré-sal.

"Não concordo com o que foi colocado aqui. O bônus é baixo porque o risco é grande. Quando o risco diminui sensivelmente, o papel do bônus é extremamente relevante no negócio em si", retrucou.

Aloizio Mercadante cobrou ainda mudanças na engenharia tributária no setor de petróleo. Segundo ele, dos 74 campos em produção no mar no país, 14 pagam por Participações Especiais -- cobradas sobre campos com grande produção ou alta rentabilidade. As áreas em terra chegam a 176, e apenas seis pagam essa taxa.

"Esse decreto foi promulgado numa época em que não se tinha petróleo, os preços eram muito pequenos, e a economia do petróleo não tinha tamanho e importância de hoje. Essa tabela vai ter que ser reajustada", afirmou.

Comentários dos leitores
Mario Zavarese (4) 10/12/2009 02h18
Mario Zavarese (4) 10/12/2009 02h18
O que os demais estados do sul e sudeste ainda não perceberam é que este caso do Pré-Sal, abriu um precedente perigoso para as relações federativas.
A bancada do nordeste, unida, promeveu uma distribuição de renda compulsória a dois estados da federação.
Mesmo um estado com o tamanho da bancada como a de São Paulo,não resistiria a bancada nordestina.
O Rio e ES ficaram isolados e acuados.
Isso intensificará a desuniao das bancadas do sul e sudeste.
Novas crises federativas ainda poderão surgir, novas iniciativas da bancada do nordeste poderão por em cheque o equilibrio federativo, em outras questões.
sem opinião
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Miro Silveira (17) 08/12/2009 22h19
Miro Silveira (17) 08/12/2009 22h19
Em 2010, a Petrobras fará anuncios magnificos sobre novas descobertas, não sei porque tenho essa inspiração, será que tenho o dom da premonição? 1 opinião
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Carlos Menezes (55) 08/12/2009 12h45
Carlos Menezes (55) 08/12/2009 12h45
Esta declaração em Manchete, significa: Vamos estatizar o país, vamos fazer fila para distribuir feijão, leite, outros alimentos e assim por diante. Senhores o lulla ainda não teve tempos para junto do ptralha mor josé desceu, fechar todo o roteiro para a chavização do Brail mais vil que varonil! Senhores prestem atenção: Estamos muito próximos de nos tornarmos semalhantes á venezuela, há tempos, um país em desenvolvimento e rico pelo seu petróleo. Hoje, na era chaves estão todos a caminho da escravização e das porções racionadas e tudo patrocinado pelo estado. A industria em decadência, o comércio em decadência a educação em decadência. É isto que desejam ao Brasil. Se sim, continuem a escrever as maravilhas do governo lulla e contunuem a não enxegar um milimetro a frete do seu nariz. Veja a manchete referente a dillma. Esta é a pretensão da dilma é a sua tembém? Se não, não perca seu tempo respondendo a ptralhas que escrevem neste forum e nada dizem, apenas defendem o indefensável. Escrevam aqui sua indignação, sua posição contraria a um futuro que se desenha e não aceita. Proteste, explique aos outrosw o porque de sua indignação mas, não jogue fora seu precioso espaço e oportunidade para ajudar a outros a compreender a situação de armadilha em que vivemos, mostre a armadilha lulla/dillma e josé desceu, ptralhas, oposição e situação, todos farinha do mesmo saco. Necessitamos de novidade, gente nova e honesta, vote 99 em 2010. sem opinião
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