Brasil vai exportar derivado de petróleo, e não óleo cru, diz Lula
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o Brasil deve se concentrar em exportar derivados de petróleo, que têm maior valor agregado, no lugar de vender óleo cru no mercado internacional.
"O Brasil não vai ficar exportando óleo cru, mas derivados do petróleo", afirmou durante inauguração do primeiro prédio da UFABC (Universidade Federal do ABC), em Santo André (Grande São Paulo).
Para exemplificar a importância de vender produtos industrializados, o presidente citou o exemplo da indústria do alumínio. Segundo ele, quando o Brasil exporta bauxita, recebe US$ 30 por tonelada. No entanto, quando vende alumínio o valor sobe para US$ 3.000 por tonelada.
Lula voltou a afirmar que pretende utilizar os recursos da exploração da camada pré-sal em investimentos que beneficiem as camadas mais pobres da população.
"Parte do dinheiro (da exploração do pré-sal) nós vamos resolver dois problemas: a dívida educacional com o país e a pobreza crônica de tantos séculos", disse o presidente.
A camada pré-sal se estende por cerca de 800 quilômetros, entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado está a profundidades superiores a 5 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal, que segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.
Estimativas apontam que a camada pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de barris de óleo equivalente em reservas. Pelo preço atual da commodity, as reservas podem significar algo em torno de US$ 5 trilhões a US$ 9 trilhões.
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A bancada do nordeste, unida, promeveu uma distribuição de renda compulsória a dois estados da federação.
Mesmo um estado com o tamanho da bancada como a de São Paulo,não resistiria a bancada nordestina.
O Rio e ES ficaram isolados e acuados.
Isso intensificará a desuniao das bancadas do sul e sudeste.
Novas crises federativas ainda poderão surgir, novas iniciativas da bancada do nordeste poderão por em cheque o equilibrio federativo, em outras questões.
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